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ESTENDENDO A MÃO

Artistas e agricultores de Rio das Ostras recebem apoio de entidades de professores e voluntários

Categorias são as mais prejudicadas no município, já que tiveram que suspender suas atividades, em função do isolamento

30 maio 2020 - 17h27Por Redação

Comprando produtos da agricultura familiar de Cantagalo, zona rural de Rio das Ostras, para compor cestas básicas para doação a artistas do município. Esta foi a forma que o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), núcleo Rio das Ostras, a Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense – ADUFF, mais as idealizadoras do Movimento Solidário que vem acontecendo na cidade, desde o início do isolamento, encontraram para ajudar parte das duas categorias. As entregas começam neste sábado, dia 30, e vão ser direcionadas também a famílias já cadastradas desde o início da ação. A previsão é que a ajuda perdure até o fim da pandemia do Coronavírus.

Os voluntários do Movimento Solidário compraram 100 kg de frutas e legumes do Assentamento do MST, Osvaldo de Oliveira, além de 50kg de café produzidos por agricultores familiares de Cantagalo. Como toda ação gera uma reação, os assentados de Reforma Agrária, por sua vez, decidiram doar mais 70 kg de alimentos cultivados por eles para ajudar na montagem das cestas.

Para o professor Luciano Barboza, coordenador geral do Sepe, núcleo Rio das Ostras, essa terceira etapa do Movimento Solidário tem um simbolismo mais marcante, pelo fato de o Poder Público ter se omitido em atender emergencialmente as duas categorias tão representativas. “Para nós, do Sindicato, a entrega das cestas compostas em parte por alimentos que são frutos do trabalho de agricultores, especificamente direcionadas à parte dos artistas da cidade, nos traz muita satisfação, pois tanto uma categoria quanto outra foi muito prejudicada, já que suas funções ficaram limitadas e a Prefeitura, ainda assim, nada fez para minimizar os impactos sofridos por esses profissionais”, destacou o coordenador do Sepe.

Presidenta do Conselho Municipal de Cultura, Micha Devellard explica que os artistas foram os primeiros a parar, em função do decreto de isolamento, e que a grande maioria está sem trabalhar, sem ter de onde tirar o sustento, já que casas de shows, restaurantes, barezinhos, locais de trabalho de vários deles, permanecem fechados. “Ainda que neste primeiro momento o número de cestas básicas talvez não seja o suficiente para atender a todos os artistas, aqueles em situação de mais vulnerabilidade terá prioridade no recebimento, segundo os idealizadores do Movimento Solidário. Mas todos receberão, na sequência”, justificou.

Micha destaca que a situação pessoal dos artistas de Rio das Ostras, juntamente com suas famílias, poderia estar menos impactada, não fosse, segundo ela, “a omissão do prefeito Marcelino ‘da farmácia’ Borba. “Há mais de um mês, na condição de presidenta do Conselho Municipal de Cultura, protocolei o documento contendo a solicitação de um Projeto de Lei para destinar o auxílio-financeiro emergencial específico para 200 artistas, mas até hoje o prefeito não enviou para apreciação da Câmara dos Vereadores, o que, no mínimo, é um absurdo, uma vez que o município já possui o valor de R$ 200 mil no orçamento da Fundação Rio das Ostras de Cultura, destinado à formação de plateia. Então não tem porquê não redirecionar essa verba para os artistas mais necessitados”, afirmou Micha Devellard.

Com relação à continuidade do Movimento Solidário, a presidenta da ADUFF, Nina Tedesco, afirmou que a Associação dos Docentes da Universidade manterá as contribuições financeiras enquanto perdurar a ação em Rio das Ostras, até porque as contribuições solidárias já são uma prática regular da entidade.

Essa não é a primeira vez que o Sepe e as idealizadoras do Movimento Solidário fazem as distribuições de cestas para famílias necessitadas durante o decreto de isolamento em Rio das Ostras. Até hoje, mais de 200 cestas já foram doadas aos moradores dos bairros Âncora, Nova Esperança, Nova Cidade e Cidade Praiana.

Além da rede de apoiadores do Movimento Solidário, dezenas de pessoas “anônimas” têm doado, espontaneamente, gêneros alimentícios e materiais de limpeza e higiene pessoal para a montagem das cestas. Para evitar que quem queira ajudar saia de casa durante o período de isolamento, os voluntários vão até a casa desses doadores para recolher os itens.

O direcionamento da entrega é feito pelas mesmas pessoas que têm doado suas contribuições, bem como a partir da solicitação dos próprios interessados em receber. Essa comunicação é feita pessoalmente, pelo Facebook do Sepe Rio das Ostras e pelo Instagram do Movimento Solidário. Outra forma é por ligação ou mensagem para os telefones 22 99940-7571 (Natasha Almeida) ou 22 98167-4231 (Rayanne Cavali), das idealizadoras da ação. O critério de distribuição se pauta especialmente na situação de famílias que possuem estudantes e um grande número de filhos, mas também nas de profissionais autônomos que tiveram suas atividades interrompidas em função da pandemia da Covid-19 e aos estudantes do pré-vestibular Práxis, do SEPE.

 

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