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Arraial

Arraial discute instalação de taxímetros na cidade

Taxistas querem mudar sistema de cobrança por concorrência do Uber

05 junho 2017 - 09h54Por Rodrigo Branco I Foto: Divulgação
Arraial discute instalação de taxímetros na cidade

A crise econômica e, sobretudo, a concorrência dos aplicativos de transporte de passageiros, como o Uber, estão fazendo os taxistas de Arraial adaptarem-se aos novos tempos. A categoria acaba de recolher 114 assinaturas para que a prefeitura passe a adotar o sistema de cobrança por taxímetro, diferentemente de como acontece hoje, em que o preço é decidido antes da corrida. Os motoristas de praça resolveram recorrer ao governo municipal porque pela Lei federal 12.64, de 2011, o uso do equipamento só é obrigatório em cidades com mais de 50 mil habitantes.

– A grande verdade é que a gente entende que essa tabela é uma forma de cobrança ultrapassada. E tem o agravante do aplicativo que veio para ‘roubar, matar e destruir’. Arraial é uma cidade de verão e depois disso o movimento cai muito. A gente quer oferecer um diferencial para o passageiro – disse José Ângelo Pereira Gomes, presidente da Associação dos Taxistas de Arraial do Cabo (Astacabo).

A tabela a que se refere José Ângelo foi definida pela Companhia Municipal de Trânsito (Comtrans) em conjunto com os motoristas. Este ano, o valor mínimo da tarifa é de R$ 15, com a possibilidade de desconto de até 15% na negociação entre taxista e passageiro. Atualmente, são 180 autonomias, mas nem todos os taxistas continuam a trabalhar depois da alta temporada.

Um deles é Wilker Oliveira, de 36 anos, autônomo desde 2012, após um período como motorista auxiliar. Para Wilker, a adoção do novo sistema de cobrança permitirá o uso mais frequente do serviço pelos cabistas e não somente pelos turistas, durante o verão. Ele diz que ouve muitas reclamações de passageiros.

– Transparência é tudo. É por isso que estamos lutando. Uma vez um cliente pediu que o levasse a Búzios e, na Prainha, viu que não tinha taxímetro e perguntou quanto era a passagem. Respondi que era R$ 150 e ele me pediu para voltar ao ponto. Quando chegamos, me chamou de ladrão, atirou uma nota de R$ 10 dentro do carro e disse que era o que eu merecia. Foi constrangedor – comentou Wilker, que trabalha na Praça do Cova.

Procurada, a Prefeitura informou que ainda não recebeu o abaixo-assinado, mas que tem ‘total interesse’ em adotar o sistema de taxímetro. Inclusive, o prefeito Renatinho Vianna (PRB) colocou-se à disposição para receber uma comissão de cinco taxistas para debater o assunto. Caso o prefeito decrete o uso do equipamento, será feita uma pesquisa para definir a tarifa. A instalação ficará a cargo do próprio taxista e a aferição, do Instituto Pesos e Medidas do Estado do Rio (Ipem-RJ).

Ideia é aprovada – Moradores cabistas ouvidos pela reportagem aprovaram a ideia de se adotar o uso do taxímetro na cidade. A percepção é que o atual modelo de cobrança é injusta.

– A questão é pagar um valor de R$ 20 para uma corrida que seria, em média, de R$ 10. Fora ao que é cobrado pra turistas que, a meu ver, é exploração – comentou o músico Léo Barreto.

 A professora de Educação Física Inez Motta concorda.

– Sou a favor, claro. Desde que a taxa seja como nas metrópoles, pois a corrida de 20 km aqui sai o triplo que o valor do Rio, por exemplo.

A relação preço x quilometragem também é a justificativa usada pela jornalista Carla Félix.

– O taxímetro é essencial. É uma garantia para o consumidor. É a certeza de que estamos pagando o justo por um serviço que estamos utilizando.