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​Argentinos que estão viajando até o Alasca fazem pit stop de luxo na praia de Cabo Frio

Plano do quarteto é chegar à Colômbia para o Ano-Novo

27 agosto 2016 - 12h57Por Texto e foto: Filipe Rangel

Quis um motor ruim que um grupo de aventureiros argentinos que está viajando desde seu país natal até o Alasca precisasse estacionar em Cabo Frio por uns dias para reparar o problema. Quiseram os hermanos, por sua vez, esticar ainda mais a estadia para aproveitar as belezas da cidade e da vizinhança e enriquecer uma jornada que promete ser cheia de aventuras – será um ano de viagem, cerca de 15 países e mais de quarenta mil quilômetros percorridos em uma pequena van, que hoje está estacionada perto da Praça da Cidadania, a alguns poucos passos do paraíso.

A história tem início na inquietação do grupo. Os casais Pablo e Marisol e Daniel e Julieta – amigos da pequena cidade de Rivadavia, em Mendoza – cumpriram com os rituais do início da vida adulta: formaram-se na universidade e arranjaram empregos. Mas não bastou.

Desassossegados, eles decidiram largar tudo e meter o pé na estrada:

– Encontramos muita gente que diz ter vontade de fazer o que estamos fazendo, mas que falta coragem. Nós tivemos a intenção e a coragem – brincou Pablo.

O quarteto saiu de Rivadavia em primeiro de agosto, percorreu Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, até chegar ao Rio. Na capital do estado, eles torceram pelos atletas argentinos nas Olimpíadas. Em bares, é claro.

– Não sabíamos e fomos parar no Leblon, um lugar absurdamente caro. Tudo no Rio estava caro, mas a cidade é linda de qualquer forma – riu Pablo.

Aqui, consertaram a van e agora vendem salgadinhos, vinho e cuias para chimarrão feitas por Marisol e Julieta. O objetivo é arrecadar dinheiro para seguir viagem para a Bolívia.

O plano é chegar à Colômbia para o Ano-Novo e, de lá, ir pela América Central até o México, de onde subirão para os EUA e depois Canadá e Alasca. A previsão de chegada é em agosto do ano que vem.

Para isso, eles contam com ajuda. “Alguns oferecem comida, outros, sinal de internet”, diz Marisol. Dormir não é problema, já que a pequena van comporta dois colchões de casal.

Mas, para eles, a falta de conforto é compensada pelos encontros que a jornada proporciona. Como o da tarde de ontem, quando toparam, durante esta entrevista, com um argentino que veio até o Rio pedindo carona. Pelo sotaque, perceberam: era da cidade vizinha a deles. Uma prova de que o mundo que eles anseiam pode até ser grande, mas continua sendo muito pequeno.