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Areia

Areia e saibro desfiguram cenário da Praia do Forte

Meio Ambiente solicitou fechamento da rampa do Lido ao Iphan

14 março 2017 - 01h02
Areia e saibro desfiguram cenário da Praia do Forte

 Umas das principais caracte­rísticas da Praia do Forte, além do mar cristalino, são as areias brancas e finas que compõem o cenário de uma das praias mais bonitas no Brasil – segundo elei­ção realizada pelo ‘Travellers Choice’ da Trip Advisor. Mas uma denúncia na rede social ex­põe um problema que afeta tanto a beleza quanto o ecossistema do lugar: a mistura de saibro com a areia traz uma cor amarelada ao que antes era branco. Problema que segundo a denúncia do pro­fessor de Educação Física Da­niel Ribeiro cresce a cada dia.

– O fato é perceptível a todos que frequentam a Praia do For­te, o fluxo de veículos na areia é uma realidade que vem se in­tensificando a cada ano. Acre­dito que esse verão foi ápice de tal prática. E as consequências são sentidas na mudança na co­loração da areia da Praia, uma das características principais de nossa região a areia bran­quinha vai cedendo espaço ao saibro trazido pela movimenta­ção dos veículos – denuncia o professor.

O coordenador de Meio Am­biente da Prefeitura de Cabo Frio, biólogo Eduardo Pimenta deu entrada em um processo no Instituto do Patrimônio Históri­co e Artístico Nacional (Iphan) – já que a área do Lido está dentro de uma área tombada, que é de responsabilidade do Instituto.

– Precisamos do nada opor do Iphan para resolver o problema e fechar definitivamente a ram­pa. Mas vale ressaltar que toda onda  que bate no Lido joga areia branca do leito do fundo do mar, então com pouco tempo o mar vai retirar o saibro e não será preciso uma intervenção para isso. A areia branca um volume muito maior e vai ficar branco novamente – explicou.

O responsável pelo escritório técnico do Iphan, Laudessi Tor­quato, informou que recebeu o processo e imediatamente enca­minhou para a Superintendência do órgão no Rio, que deve desig­nar um fiscal para ir até o local para ver como vão proceder para promover o fechamento da ram­pa.

– É um trabalho complicado que demanda tempo, mas não podemos deixar correr solto, te­mos urgência e tanto é que ime­diatamente enviei para o Rio. Nesta quarta-feira vou à capital e irei tratar do assunto com a co­ordenação – informou.

 

Tráfego de carros na praia

 

O tráfego de carros, assim como todo o ordenamento da ambulantes e barraqueiros está em pauta na Secretaria de De­senvolvimento Urbano – que inclui a Coordenadoria de Meio Ambiente e a Fiscalização de Posturas, por exemplo. O se­cretário Cláudio Bastos explica que, passada a alta temporada, é chegada a hora de ordenamento de todas as questões referentes à Praia do Forte: desde o reca­dastramento de ambulantes, aos carros que circulam no local para levar e retirar mesas e ca­deiras de barraqueiros. Uma coi­sa ele garante, o verão de 2018 não será igual ao de 2017.

– Quando deixamos o gover­no em 2012 , tínhamos 1490 am­bulantes cadastrados. Quando voltamos nos deparamos com mais de 5 mil e sem cadastro, já que todos foram destruídos pela administração passada. Em no máximo 10 dias vamos começar o recadastramento dos ambu­lantes. Quanto aos carros, exis­te uma hora determinada para o tráfego: é até às 8h para colocar e depois de 18h30 para retirar mesas e cadeiras. Mas claro que alguns abusam e descumprem a regra. Estamos estudando junto ao Ministério Público a melhor forma de ordenamento e de dei­xar a praia limpa – informou o secretário que ressaltou que estão estudando a possibilida­de de proibir os barraqueiros de colocarem mesas, cadeiras e guarda-sóis nas areias da Praia do Forte.

Cláudio Bastos também in­formou que estão tomando me­didas acompanhadas pelo Mi­nistério Público.

– Tudo está sendo consul­tado e acompanhado pelo MP, para ver o que a gente conse­gue implementar. Teríamos uma empresa que alugaria as mesas e cadeiras para quem chegasse na praia. Ficaria tudo guardado e a praia ficaria limpa, a pessoa alugaria e abriria quando fosse usar. Além disso estancaria o tráfego de carros. Estamos bus­cando também a iniciativa pri­vada para participar deste pro­cesso – declarou.

 

Recadastramento Praça da Cidadania

O secretário de Desenvolvi­mento da Cidade informou que em no máximo 60 dias a pasta vai promover o recadastramento de todos os vendedores da Pra­ça da Cidadania. Segundo ele, muitas ações descaracterizaram o objetivo da feira. Invasões, mudança de finalidades e até aluguel de stands por pessoas que obtinham a licença intrans­ferível de trabalhar no lugar.

 

*Foto: Daniel Ribeiro