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Após quatro meses, drama da menina autista continua

Mãe de Eduarda alega que profissionais ainda não estão treinados sobre autismo

07 junho 2014 - 17h29Por Nicia Carvalho
A questão da  educação inclusiva em Cabo Frio, envolvendo a capacitação dos profissionais, volta à tona na cidade. E mais uma vez por conta de um episódio envolvendo a menina Eduarda Castanho, de 10 anos. Segundo a mãe, Renée Noronha, a capacitação oferecida pela Secretaria Municipal de Educação sobre o autismo não preparou os profissionais para lidar com crianças especiais. Ela diz ainda que nem todos os profissionais da escola participaram do treinamento. 
– Nunca vi alguém aprender alguma coisa sobre como lidar com autista em apenas um dia. Já liguei várias vezes e não consigo audiência com a secretária – entregou Noronha.
 Segundo a mãe, na semana passada, a menina mordeu a mão da professora porque a mesma tentou devolver um biscoito que Eduarda pegou de outra criança.
– O autista funciona de forma diferente, na base da troca. Se eles fossem preparados saberiam disso e a Duda não teria mordido ninguém – contou a mãe.
Renée reclama ainda que Duda não tem atividades na escola.
– Minha filha fica jogada, não faz nada, não aprende nada – desabafou Renée Noronha. 
De acordo com a Secretaria de Educação (Seme), o Departamento de Formação Continuada (Defoc) oferece treinamento aos profissionais. 
– Os cursos são direcionados aos auxiliares de classe e professores. Desde o ano passado, o Defoc vem oferecendo diversos cursos com temas voltados para a Educação Inclusiva – explicou Jocélia Pinho, chefe da Divisão de Educação Inclusiva do Departamento de Gestão Pedagógica (Degepe).
Segundo Pinho, as declarações de Renée não procedem.
– A diretora da escola, professora Hábia Rosane, juntamente com o orientador pedagógico, professor Marcos Antônio, estiveram na Seme declarando a total insatisfação de toda a equipe da escola com as citações infundadas que vêm sendo veiculadas em blogs e sites de relacionamento – disparou Jocélia Pinho.
Quanto ao comportamento de Eduarda, Jocélia informou que a agressão de Duda “não tem a ver com afetividade”.
– Certos comportamentos fazem parte das características do quadro de autismo.  Autistas apresentam limites de tolerância e, quando esse limite se esgota, eles tendem a ficar mais agitados. Então, o fato de a aluna ter agredido um profissional não tem relação com afetividade, até porque o autista também tem dificuldades em  se relacionar – explicou, acrescentando que tanto a diretora quanto o orientador da escola da menina negam que autista fica sem atividade escolar.