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Após liminar, novo secretário de Educação se reúne com categoria hoje

Alessandro Teixeira tenta reconciliação com o Sepe após Procuradoria suspender a greve

27 setembro 2017 - 11h01Por Rodrigo Branco
Após liminar, novo secretário de Educação se reúne com categoria hoje

Não será das mais tranquilas a estreia do novo secretário de Educação, Alessandro Teixeira, em uma reunião de conciliação com o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos). O encontro acontece no fim da tarde de hoje na 2ª Promotoria da Infância e da Juventude de Cabo Frio. A tensão entre governo e sindicalistas aumentou depois que, ontem, foi publicada no Diário Oficial do Estado uma liminar que suspende a greve da categoria, definida em uma assembleia no último dia 11. 
A decisão foi proferida no dia 20 pelo desembargador Milton Fernandes de Souza, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ). A liminar estabelece a volta às aulas para hoje, 24 horas após a publicação da decisão, sob pena de multa diária de R$ 10 mil para o Sepe Lagos, em caso de descumprimento. Questionado se a decisão não fere o direito de greve dos servidores, o procurador-geral do município, Paulo Lage, afirmou que o sindicato se excede nas reivindicações.
– Há o direito de greve sim, mas não pode haver o abuso desse direito. Não há atraso de pagamento para justificar a greve. A atual gestão está fazendo de tudo para lidar com a crise. As contas foram abertas pela secretaria de Fazenda ao Sepe e mesmo assim eles continuam fazendo greve atrás de greve, causando séria instabilidade no município e prejudicando os alunos da rede pública, que somente terminaram o ano letivo de 2016 em março deste ano. O maior prejudicado é o estudante – alega o procurador.
Como esperado, a medida não caiu bem entre os sindicalistas. A diretora de imprensa do Sepe Lagos, Denise Teixeira, afirmou que o sindicato não foi notificado, mas adiantou que a categoria não vai recuar. 
– Vemos isso de uma forma bem ruim. O governo não pagou o mês de agosto a todo mundo; não cumpre o plano de carreira que ele mesmo criou; não paga o que deve em acordo judicial e ainda toma um posicionamento desses. Mas quem delibera entrada e saída de greve é assembleia da categoria. Não vamos nos amedrontar. Assim que formos notificados, vamos recorrer – garante Denise.
 

* Confira matéria completa na edição impressa da Folha dos Lagos desta quarta (27).