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Apenas 1% dos turistas do Carnaval de 2016 retornaram este ano

Apesar de taxa de ocupação estável, desorganização no ano passado deixou marcas

02 março 2017 - 20h21Por Rodrigo Branco I Foto: Arquivo Folha
Apenas 1% dos turistas do Carnaval de 2016 retornaram este ano

A desorganização observada em Cabo Frio durante o Carnaval do ano passado teve impacto direto na procura por hospedagem este ano. Nem tanto por causa da taxa de ocupação, que se manteve praticamente a mesma – 85% em 2016 contra 80% este ano – mas por um indicador que revela que a bagunça decorrente do caos administrativo da gestão anterior afugentou os turistas. De acordo com o Sindicato dos Empresários de Hotéis e Restaurantes (SEHR), apenas 1% dos visitantes que vieram no período de folia há um ano retornou para aproveitar o feriadão de Momo em 2017.

O presidente do SEHR, Carlos Cunha, acredita que os problemas de infraestrutura e serviços – limpeza, buracos e sinalização, por exemplo – ainda são reflexo da situação herdada pela atual administração, que assumiu o município já em meio à alta temporada. Apesar de avaliar satisfatoriamente o trabalho no começo do mandato, Cunha espera avanços para 2018.

– Agora é momento de reestruturar e avaliar os erros. Vamos dar um voto de confiança para o novo governo, que assumiu com a cidade lotada, sem dinheiro e com greve nos serviços. Com todas as dificuldades, é um trabalho aceitável. Mas para próxima temporada tem que arrumar a casa e fazer uma boa campanha de marketing para mostrar que Cabo Frio está apto a receber turistas de qualidade – acredita Carlos Cunha.

Em Arraial e Búzios, ocupação foi alta

No balneário buziano, houve surpresa com as reservas feitas na última hora. Se poucos dias antes do Carnaval, a expectativa era de uma taxa de ocupação de 70%, no fim das contas, ela chegou a 85%. Entretanto, segundo o presidente da Associação dos Hoteis de Búzios (AHB), Héctor Sireira, houve uma diminuição da receita, pois para manter os hóspedes cativos para a Semana Santa, muitos empresários optaram por baixar os preços dos pacotes.

– A ocupação foi satisfatória, mas há alguns anos mudamos o parâmetro de avaliação. Alta ocupação não necessariamente é rentável. Hoje, o que interessa é ter um valor alto de diária média – explica.

Já em Arraial do Cabo, extraoficialmente, 95% dos leitos disponíveis foram ocupados. Segundo a Prefeitura, a Secretaria de Turismo ainda não fechou os números referentes ao período carnavalesco.