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Cabo Frio

Ano letivo começa em Cabo Frio marcado por risco de mais uma greve

Servidores da Educação reclamam que reivindicações não foram atendidas

06 abril 2016 - 11h17Por Rodrigo Branco
Ano letivo começa em Cabo Frio marcado por risco de mais uma greve

Uma assembleia da categoria será realizada nesta sexta (8) na escola municipal Edilson Duarte (Divulgação)

Depois de quase quatro meses de muita discussão, reuniões, avanços e recuos, o ano letivo de 2016, enfim, vai começar em Cabo Frio. Mas já sob o risco de nova paralisação, que pode ser decidida em assembleia a ser realizada depois de amanhã, na escola Edilson Duarte. De acordo com a diretora de imprensa do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), Denise Teixeira, não houve avanços nas reivindicações feitas pela categoria.

– Nada mudou. A categoria permanece em estado de greve. Vamos continuar na luta porque nenhuma das reivindicações foi atendida. Continuamos sem calendário de pagamento, com o décimo terceiro parcelado, sendo que a quarta parcela referente a maço até a presente data (ontem) nem paga foi; as aposentadorias não foram liberadas; tem quase meses de vale-transporte atrasado. Então o que a gente atendidasconsegue ver que todas as reivindicações continuam as mesmas – afirma a sindicalista.

Se o período de recesso trouxe novidades como a inauguração de novas unidades na rede como as escolas Patrícia Azevedo, no Jardim Esperança, e Demerval Alves Rangel, em Tamoios, de acordo com Denise Teixeira, faltam estrutura e condições de trabalho a outros colégios municipais.

– Falta verba de manutenção das escolas. As escolas só receberam a metade da verba de setembro do ano passado, ou seja, estão sem condições de começar o ano letivo em termos de material, de folha, de papel, caneta, quadro. São coisas básicas que estão faltando nas escolas. Nas escolas do outro lado da ponte está faltando praticamente tudo. Na verdade, o que a gente está vendo é que o abandono das escolas e dos profissionais da Educação continua – criticou.

Incumbido de tocar a reforma nas escolas, o ex-secretário de Obras, Paulo Henrique Corrêa, que ontem reassumiu seu posto de vereador, disse que o trabalho de recuperação das unidades continua sendo feito, embora admita que não se recorda quais escolas foram recuperadas.

– A reforma nas escolas de porta, pisos, pias estamos fazendo. A parte de limpeza e corte de grama não é comigo, mas já chamei a Comsercaf. Estamos com algumas equipes fazendo. Onde a Educação nos pede, a gente está fazendo – disse Paulo Henrique.

Alfredo Castro – Na escola do Jardim Caiçara, que sofreu com infestação de ratos e pombos no último mês de março, o ano letivo começa hoje normalmente, conforme assegura o diretor da unidade, Francisco Matos. A última remessa de livros contaminados com a urina de roedores foi retirada do colégio ontem e levada para incineração, assim como os demais exemplares.

A sala de leitura passou por um processo de higienização e poderá ser reaproveitada, mas somente daqui a um mês quando passará por novo tratamento. Até lá, o espaço permanecerá isolado. Quanto a promessa do então secretário Paulo Henrique Corrêa de que o novo prédio, no Jardim Excelsior, ficará pronto em dois meses, o diretor não está otimista.

– Como cidadão, não como diretor, posso dizer que isso (novo prédio do Alfredo) não fica pronto esse ano – afirma.