Assine Já
terça, 19 de janeiro de 2021
Região dos Lagos
31ºmax
22ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 21341 Óbitos: 711
Confirmados Óbitos
Araruama 5363 160
Armação dos Búzios 2875 30
Arraial do Cabo 651 33
Cabo Frio 5750 231
Iguaba Grande 1988 50
São Pedro da Aldeia 3048 106
Saquarema 1666 101
Últimas notícias sobre a COVID-19
casamento

Amor com nome e sobrenome: casal homoafetivo está prestes a obter registro da filha

Raquel e Micheli Pacheco protagonizaram o primeiro casamento gay da história de Arraial do Cabo

07 maio 2016 - 12h28Por Rodrigo Branco
Amor com nome e sobrenome: casal homoafetivo está prestes a obter registro da filha

A menina vai ganhar o sobrenome 'de Oliveira' de Raquel (em primeiro plano) - Arquivo Pessoal

A história de amor e pioneirismo do casal Raquel e Micheli Pacheco não começou a ser escrita naquele 27 de junho de 2014, quando protagonizaram a primeira união homoafetiva da história de Arraial do Cabo, mas desde então não tem parado de quebrar paradigmas e produzir novas e belas páginas, como as escritas pela Folha dos Lagos na edição do dia seguinte.

Às vésperas do Dia das Mães, quase dois anos depois, o casal está prestes a concretizar mais um sonho que também será um marco para as conquistas da comunidade LGBT do interior do estado. Elas estão perto de obter o registro da filha do casal, Maria Eduarda, com o sobrenome de ambas. A menina hoje tem oito anos e é filha de um relacionamento anterior de Micheli, mas em breve será herdeira legítima também de sua companheira.

O processo é inédito e está correndo em sua etapa final no fórum da cidade, dependendo dos últimos trâmites burocráticos. Na nova certidão da menina, ao atual nome Maria Eduarda Santos de Freitas Pacheco apenas será incluído no fim o sobrenome ‘de Oliveira’. Apesar de estar quase tudo concretizado, Micheli acredita que agora é só questão de tempo.

– Por conta de nós já sernos casadas, acho que foi um pouquinho mais fácil. Tivemos audiência com a psicóloga, a Maria também conversou sozinha com ela. Pelo que falaram com a gente, acho que em dois meses sai a decisão. Mas pelo que falaram, acreditamos que já deu tudo certo – diz.

Apesar de representar uma mudança que será fundamental para o futuro da menina, fora a ansiedade das duas mães, o novo registro civil de Maria Eduarda não altera a rotina e, principalmente, o sentimento de ternura que embala a família e está explícita nas redes sociais. Mas Micheli não nega o gostinho próximo a data tão especial.

– É como se tivesse ganho a Maria Eduarda de novo. Fui mãe solteira e depois que a gente se conheceu, ela assumiu a maternidade. Foi uma prova de amor – emociona-se.