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Ambulantes

Ambulantes usam criatividade para se destacar na multidão

Com crise, vendedores tentam inovar na hora de conquistar a clientela

06 janeiro 2017 - 01h40
Ambulantes usam criatividade para se destacar na multidão

 Quem tenta encontrar alguém da orla da Praia do Forte conse­gue ver apenas um mar de rostos escondidos sob coloridas som­brinhas. Ao descer pela areia, no entanto, é possível esbar­rar com ambulantes que lutam por um espaço de destaque no meio da multidão. E, para isso, vale tudo: roupas extravagantes, acessórios, gritos e até mesmo um radinho de pilha. Vale tudo para chamar a atenção do consu­midor nesta alta temporada.

Na manhã de ontem, a re­portagem da Folha foi recebida pela música do momento, ‘Deu Onda’, do MC G15, que saía do radinho do vendedor Matheus Ribeiro, 27, conhecido na praia como Pelicano Tattoo.

– É a música que move o mundo, né? Por isso, coloco a música do momento justamente para  isso: interagir com o públi­co – explica o tatuador, que foi lacônico ao ser questionado so­bre o seu gosto musical.

– Se eu gosto dessa música? Não. Estou usando porque esse é o gosto popular. Apesar de não parecer, sou evangélico. Meu ca­belo pintado de loiro, o radinho... Tudo isso é marketing – revela.

Já o vendedor de picolé Elias Araújo, 48, tem preferência por um “som das antigas”.

– Para quem comprei essa cai­xinha de som? Para mim mesmo. É uma música para ficar mais li­ght, para tirar um pouco do es­tresse do cotidiano. Geralmente escuto mais uns flashbacks, um som das antigas – comenta.

A estratégia do vendedor de acessórios Lucas Ferreira, 18, é usar roupas extravagantes para chamar os olhares da freguesia.

– As roupas têm dois objeti­vos: chamar a atenção dos fre­gueses e me proteger do sol. As vendas não estão lá essas coisas. Agora, com a roupa, os produ­tos estão saindo um pouco mais. Tudo bem que tem gente que fala que pareço aquele pessoal lá das Arábias, mas não tem pro­blema – brinca o vendedor.

O sol estava radiante na ma­nhã, mas, apesar disso, um pou­co mais à frente, a vendedora de sacolé Maria Lurdes Diniz, 38, trabalhava coberta da cabeça aos pés em meio aos banhistas.

– É legal por chamar a aten­ção e ainda me protejo do calor. Parece que a roupa é quente, mas o tecido é fresquinho. As vendas andam muito boas. Num dia bom, conseguimos uma saí­da de 200 sacolés – revela.