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NA PRESSÃO

Ambulantes exigem posição da Prefeitura sobre volta às praias até quinta-feira

Associação promete ‘protesto forte’ caso não haja definição sobre data para liberação

27 julho 2020 - 20h44Por Rodrigo Branco

Os trabalhadores ambulantes e demais permissionários que atuam nas praias de Cabo Frio esperam, até esta quinta-feira (30), por uma definição da Prefeitura sobre a liberação para a volta das atividades. De acordo com o presidente da associação da categoria, Luciano Dias de Mello, o prazo se refere a uma promessa feita pelo Gabinete de Crise de que será feita uma consulta junto ao Ministério Público sobre a situação.

Luciano lembrou que as atividades nas ruas, praças e avenidas foram liberadas após um protesto dos trabalhadores, inclusive com fechamento da Ponte Feliciano Sodré, mas disse que não foi dada qualquer data para a retomada nas praias. O diretor da associação pediu o mesmo tratamento destinado a outros segmentos comerciais que tiveram a permissão para retornar ao trabalho. Caso o silêncio da Prefeitura persista, haverá novas manifestações.

– O que a gente quer é uma data pra voltar às atividades na praia. Eles ficaram de dar uma posição até quinta-feira. Ficaram de mandar um ofício do Gabinete de Crise para o Ministério Público, para ver uma maneira da gente voltar, com redução de material, com EPI, como está fazendo todo o comércio. Não tem porque a gente não estar trabalhando. Cabo Frio já abriu todo. Abiu o shopping que é pior, que é fechado, imagina a praia, que tem um risco bem menor de contaminação, que é lugar aberto. Então a gente vai esperar até quinta-feira e se não houver resposta, a gente vai fazer outra ação, mas não vai ser um ato de clamor, e sim um ato ‘mais forte’. A gente quer resolver na conversa, o que não dá é para ficar esperando cinco meses a boa vontade do poder público de permitir o trabalho nas praias – disse Luciano.

No último domingo (26), os ambulantes e barraqueiros fizeram um ato religioso e de protesto na Praia do Forte para chamar a atenção das autoridades quanto aos problemas financeiros ocasionados por causa da proibição das atividades comerciais nas areias. A manifestação chamou a atenção dos banhistas, que encheram o local, apesar do decreto que proíbe a permanência para atividades recreativas. Apenas a prática de esportes individuais está liberada, no momento.

Conforme a Folha publicou em primeira mão ainda neste domingo (26), o Conselho Municipal de Turismo de Cabo Frio pediu à Procuradoria-Geral do Município que faça uma consulta sobre a volta das atividades recreativas e comerciais nas praias da cidade. O objetivo é que o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública emitam recomendações sobre o tema. O ofício foi assinado com data da última sexta-feira (24) pelo secretário municipal de Turismo, Paulo Cotias.

No documento, o Conselho de Turismo pede que seja "realizada uma consulta junto à Defensoria Pública e Ministério Público, em caráter de urgência, quanto a liberação de uso recreativo e atividades econômicas nas praias e, em caso positivo, quais serão as recomendações com relação a sua organização". A Secretaria de Turismo informou à reportagem da Folha que está formatando um curso de padronização, protocolos e boas práticas para os permissionários, que será gratuito e on-line.

Procurada nesta segunda-feira (27), a Prefeitura informou que todas as normas previstas nos decretos 6.288 e 6.289 permanecem vigentes e que o combate ao vírus é responsabilidade de cada cidadão. O município segue na Zona Laranja de risco de contaminação.

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