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EDUCAÇÃO

Alunos e professores do Rui Barbosa protestam contra transferência temporária das aulas

Prefeitura sugere que atividades passem para a Praia do Siqueira por conta de obras

05 fevereiro 2020 - 20h37Por Rodrigo Cabral

Referência no ensino público em Cabo Frio, a Escola Rui Barbosa está, mais uma vez, sob o signo da luta e do protesto. Nesta quarta-feira (5), professores e alunos fizeram manifestação em frente à Prefeitura contra a transferência temporária das atividades para a Escola Santos Anjos Custódios, na Praia do Siqueira. Segundo a direção da escola, a ideia foi apresentada na semana passada, durante reunião com o secretário Ian Eduardo de Carvalho. O motivo seria o atraso na reforma da unidade de ensino. A possibilidade, no entanto, foi refutada em plenária realizada pela manhã, no auditório da Associação Comercial, Industrial e Turística de Cabo Frio (Acia), no Centro. 

Em nota, a Prefeitura disse que a transferência temporária foi acordada entre a Secretaria de Educação, direção da unidade, conselho escolar e grêmio estudantil, em reuniões que antecederam o início da obra.

Segundo Fabiano Xavier, diretor-geral do Rui Barbosa, apenas 15% da intervenção foi concluída até o momento. Ela inclui a reforma geral de banheiros, cozinha, refeitório, salas de aula, recuperação de escada, telhados, reparos nas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, reforma no muro frontal, execução de instalação de exaustão mecânica na cozinha e pintura geral. O serviço começou em dezembro, com prazo de entrega de 120 dias.

A empresa contratada para o trabalho, orçado em R$ 328.762,00, foi a Quito Eireli EPP. Ontem à tarde,  por volta das 14h, dois funcionários trabalhavam no local. Segundo o dono da construtora, Rodolfo Rodrigues, o trabalho está com ‘ritmo normal’. Ele avalia que a transferência dos alunos é necessária.

– Pedimos isso porque é um risco por se tratar de uma escola muito apertada, com uma única saída, escada. Alguém pode se machucar. É uma responsabilidade muito grande. Sobre a obra, temos um prazo de quatro meses. Está tudo fiscalizado e acompanhado pela secretaria de Educação. Tudo está sendo feito como foi conversado com a Prefeitura – explicou.

Uma comissão formada por alunos e professores subiu a Prefeitura, ontem, para tentar diálogo sobre o assunto. No entanto, o grupo não conseguiu se reunir com o prefeito Adriano Moreno (DEM), que estava em Brasília, e tampouco com o secretário de Governo, Miguel Alencar. Através da intermediação de um assessor do prefeito, nova reunião foi marcada para amanhã, às 15h, desta vez com presença de Adriano, que retorna hoje à cidade.

– A obra está extremamente atrasada. O cronograma não foi cumprido – disse o diretor Fabiano Xavier, prosseguindo:

– Já estávamos discutindo com o governo. Da forma como está, dificilmente vamos ter o prédio de volta no início de março. Estamos brigando pela manutenção. O primeiro momento é a reposição das aulas de 2019. O outro é o início do ano letivo de 2020. Acordamos que vamos tentar fazer a reposição no próprio prédio, fazendo uma divisão para garantir a segurança dos alunos. E, posteriormente, vamos discutir como permanecer no prédio – explicou Francisco Xavier.

A Prefeitura disse, em nota, que a transferência se faz necessária pela segurança dos alunos:

"A Seme ressalta que a medida é necessária para garantir a segurança dos servidores e dos alunos, por conta das especificidades do prédio em obra. A previsão inicial é de que a reforma seja concluída no mês de março.
O prédio da Escola Santos Anjos Custódios possui estrutura adequada para receber os alunos do Rui Barbosa, com salas de aulas vagas e espaço físico suficiente para atender, temporariamente, as duas escolas”. 

Histórico – As ameaças ao Rui Barbosa têm sido constantes nos últimos anos. Em julho do ano passado, as condições de estrutura e a necessidade da reforma foram alguns dos pontos que motivaram manifestação de alunos. Em 2017, o movimento ‘Fica Rui’ lutou contra a transferência da unidade para o governo do Estado. Na ocasião, a Prefeitura dizia seguir recomendação do Ministério Público. O movimento nasceu em 2014, após a Secretaria de Educação apresentar proposta no Fórum Municipal para acabar com a municipalização da escola.

 

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