Assine Já
terça, 19 de outubro de 2021
Região dos Lagos
20ºmax
17ºmin
TEMPO REAL Confirmados: 52181 Óbitos: 2123
Confirmados Óbitos
Araruama 12321 438
Armação dos Búzios 6500 72
Arraial do Cabo 1720 92
Cabo Frio 14677 858
Iguaba Grande 5464 140
São Pedro da Aldeia 6968 288
Saquarema 4531 235
Últimas notícias sobre a COVID-19
Geral

Alta da Selic vai levar inflação a ficar abaixo da meta, diz Copom

11 maio 2021 - 11h07Por Redação

O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que elevar a taxa de juros Selic até um patamar considerado neutro vai levar a inflação a ficar "consideravelmente" abaixo da meta. A informação consta da última ata da reunião do comitê divulgada hoje (11). Na ocasião, o Copom decidiu elevar a taxa básica de juros para 3,5%.

De acordo com a ata, a alta chamada pelo Copom de “normalização parcial” dos juros reflete as opiniões do comitê sobre a política monetária adequada para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante.

Esta foi a segunda vez no ano, que o comitê elevou a taxa em 0,75%. Com isso, a Selic está em 3,5% ao ano. Em março, o Copom elevou a Selic de 2% para 2,75% ao ano, após quase seis anos sem elevação.

O Copom decidiu elevar a taxa de juros em meio a um cenário de aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia. Segundo o Copom, com exceção do petróleo, os preços internacionais das commodities continuaram em elevação, com impacto sobre as projeções de preços de alimentos e bens industriais.

Além disso, o aumento na bandeira tarifária de energia elétrica deve manter a inflação pressionada no curto prazo. Para o comitê, o diagnóstico é de que os choques atuais são temporários.

Segundo o comitê, o cenário básico evidenciado nas pesquisas do boletim Focus indica que as projeções de inflação estão levemente inferiores à meta para 2022. As expectativas de inflação para 2021, 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 5%, 3,6% e 3,25%, respectivamente.

O Copom ponderou que os riscos fiscais de curto prazo seguem elevados, implicando um viés de alta nessas projeções. Essa assimetria no balanço de riscos afeta o grau apropriado de estímulo monetário, justificando assim uma elevação de juros de 0,75 ponto percentual nesta reunião.

“Adicionalmente, observou que elevações de juros subsequentes, sem interrupção, até o patamar considerado neutro implicam projeções consideravelmente abaixo da meta de inflação no horizonte relevante”, diz a ata da reunião.

Para o Copom a alta de juros deve ter uma elevação da mesma magnitude, caso não haja mudança nos condicionantes de inflação ou no balanço de riscos.

Descubra por que a Folha dos Lagos escreveu com credibilidade seus 30 anos de história. Assine o jornal e receba nossas edições em casa.

Assine Já*Com a assinatura, você também tem acesso à área restrita no site.