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Alquimia que garante a qualidade

Análises de dados são essenciais para cumprimento de parâmetros obrigatórios no fornecimento da água e no tratamento do esgoto feitos pela Prolagos

24 setembro 2019 - 21h20Por Tomás Baggio
Alquimia que garante a qualidade

Uma das maiores preocupações quando se fala em tratamento de água e esgoto é o monitoramento do serviço prestado. A análise de dados é essencial para garantir que a água chegue às torneiras com boa qualidade. O mesmo ocorre com o esgoto que, após tratado, deve ser devolvido ao meio ambiente com índices de limpeza previamente estipulados. Na Região dos Lagos, mais precisamente nos cinco municípios sob concessão da Prolagos, todas as análises têm o mesmo endereço: o moderno laboratório de São Pedro da Aldeia.

É neste local que são feitas todas as análises. Tanto da qualidade da água para abastecimento como do esgoto que passa pelos tratamentos necessários. Além disso, a Prolagos inclui, em seus monitoramentos, os locais que recebem a água resultante do esgoto tratado, como a Lagoa de Araruama e o Rio Una.

–Tudo é monitorado e somos fiscalizados pelas portarias dos órgãos competentes. Existem parâmetros a serem cumpridos. Por isso temos pontos de monitoramento da água espalhados por todas as cidades da área de concessão. São pontos de controle da qualidade. A gente recolhe a água diariamente nesses pontos e trás para o laboratório, garantindo a qualidade do produto que estamos entregando aos clientes – afirma o técnico em química Haroldo Cerqueira, supervisor de Controle de Qualidade da Prolagos, que costuma receber estudantes de toda a região para visitas ao laboratório da empresa, com o objetivo de explicar a importância do trabalho aos jovens.

– Quando a água chega na casa do cliente, é transformada em esgoto e devolvida ao sistema. Esse esgoto vai para uma estação de tratamento. Daí, novamente, é feito o controle de qualidade para verificar se o tratamento está correto, e só então o líquido tratado pode voltar para o meio ambiente – explica ele

Segundo a Prolagos, são cerca de 10 mil análises por mês incluindo água, esgoto e meio ambiente. No caso da água, com uma rede de abastecimento que chega a 2,8 mil Km de extensão, a capacidade de tratamento e distribuição é de aproximadamente 130 milhões de litros por dia, ou 3,8 bilhões de litros por mês.

Em relação ao esgoto, a capacidade de tratamento é de cerca de 97 milhões de litros por dia, ou 2,9 bilhões de litros por mês.
A Prolagos assumiu os serviços na região em 1998. A concessão engloba as cidades de Cabo Frio, Búzios, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo e Iguaba Grande. Inicialmente o prazo de concessão era de 25 anos, com metas contratuais de atendimento da população da área urbana de 90% para fornecimento de água e 70% para tratamento de esgoto.

Em 2011, apresentando bons resultados, a concessão foi estendida por mais 18 anos (até 2041), e as metas passaram para 98% no fornecimento de água e 90% no tratamento de esgoto.

– Antes, os monitoramentos da água e do esgoto eram feitos separadamente. A criação de um laboratório unificado e independente deu mais autonomia na tomada de decisões. Os relatórios são fornecidos em tempo real para a diretoria da empresa, que, em caso de qualquer alteração, determina imediatamente as correções que forem necessárias. É tudo muito rápido – afirma Haroldo Cerqueira.

Captação do esgoto em “tempo seco”

Quem conhece a Região dos Lagos desde o início do século XXI deve se lembrar da situação catastrófica em que se encontrava a Lagoa de Araruama nos anos 2000, com altos índices de poluição. Para acelerar o processo de tratamento esgoto, que estava sendo jogado in natura na lagoa, foi decidido na época, pelas prefeituras e pelo governo do Estado, que a captação do esgoto seria feita no chamado regime de “tempo seco”.
O modelo consiste em fazer com que o esgoto seja escoado pelas mesmas tubulações que deságuam as águas de chuva. Com isso, foi possível aumentar a capacidade de transporte do esgoto sem a necessidade de abrir ruas e inserir novas tubulações, o que é um processo demorado.

O nome “tempo seco” é dado justamente pelo fato de que o sistema funciona bem quando não há chuvas fortes – e esta, como se sabe, é uma região com baixo índice pluviométrico. Quando chove muito, a grande quantidade de água acaba sobrecarregando o sistema


Sobre a instalação de redes separativas para esgoto e água da chuva, a Prolagos afirma que elaborou projetos para os cinco municípios da área de concessão. A empresa informa que os projetos já foram apresentados em audiência pública da Agência Reguladora de Energia e Saneamento (Agenersa) e encaminhados aos prefeitos para definição. 

A concessionária reforça que “mesmo com a implantação da rede exclusiva de esgoto, é fundamental a convivência com o sistema coleta em tempo seco para garantir maior proteção dos corpos hídricos”. 

Diz ainda que “desta maneira, a conclusão dos cinturões no entorno da lagoa também está projetada nos planos de investimentos da concessionária”.