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Vegetarianos

Alimentando a moral com vegetarianismo

Ativistas da Região dos Lagos abolem carne como boicote

09 novembro 2015 - 08h52

Certa vez, Paul McCartney disse: “se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”. Um dos líderes da aclamada banda britânica se sensibilizou com a causa animal durante uma pesca, ao olhar o peixinho se debater para respirar, içado pelo anzol. Por um momento, a vida de um bicho não vale menos do que outra qualquer, ao menos para alguns moradores daqui da região mesmo. Nessa matéria, os ovolactovegetarianos (que se permitem a comer leite e ovo) e até mesmo os veganos (que não consomem absolutamente nenhum derivado animal) contam como ultrapassaram alguns obstáculos e seguiram por um só caminho: o de um mundo menos especista.

Trilhar o caminho do vegetarianismo necessita muitas vezes de um leve empurrãozinho. Cada um conta como foi que despertou para os direitos dos animais, dividem experiências e tentam aumentar o grupo onde moram. O estudante de engenharia da computação, Rodrigo Azevedo, 23, entrou para o ativismo através dos punks da banda Goldfinger.

– Conheci o mundo vegano aos 15 anos graças aos videoclipes de uma banda de rock chamada Goldfinger. Os integrantes eram veganos e, nos clipes, mostravam cenas de protestos e ativistas libertando animais. Assim, comecei a pesquisar sobre e até conversar com veganos. Mas só aos 17 anos que de fato me tornei.

Há também quem tenha se tornado pela mudança de hábito, como nos conta a pesquisadora e produtora cultural Aline Moschen, 23.

– Aos poucos, à medida que passei a pensar em consumo e sustentabilidade, virei vegana. Uma coisa puxa a outra. Não sei se numa relação de causa ou sequencial. Mas eu quis mudar meus hábitos: parei de pegar sacolas plásticas no mercado, tentei reduzir minha produção de lixo, parei de comer carne vermelha,  depois foram os derivados de animais, e, por último, os cosméticos testados em animais. Hoje em dia, quase nunca vou ao mercado, porque frequento feiras de pequenos produtores – revela. 

Já a estudante de Direito Maiara Carvalho, 20, não precisou de muito esforço para modificar a alimentação.

– Nunca tive uma grande necessidade em comer carne. Era só um acompanhamento. Queria também compreender o que eu comia. Isso se uniu à forma em que é produzida a carne. Totalmente cruel.Todo mundo diz que não vou conseguir acabar com a indústria. Mas, ao menos, não estou investindo nela.

Mas não se desfaz de uma cultura tão forte como o consumo da carne da noite para o dia. O designer Tamer Arrabal, 22, ressalta os costumes na dificuldade de adaptação à nova filosofia.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste fim de semana