Assine Já
segunda, 21 de setembro de 2020
Região dos Lagos
22ºmax
18ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 7728 Óbitos: 407
Confirmados Óbitos
Araruama 1514 100
Armação dos Búzios 468 10
Arraial do Cabo 215 13
Cabo Frio 2528 136
Iguaba Grande 640 34
São Pedro da Aldeia 1213 50
Saquarema 1150 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
Política

Alessandro Molon sai do PT; Glauber e Brizola Neto chegam ao PSOL

Bastidores da política fluminense pegam fogo

26 setembro 2015 - 09h00

A aguardada ‘janela’, período de 30 dias em que será permitida a mudança de partido para de­putados e vereadores, ainda não está em vigor, mas os bastidores da política fluminense pegam fogo. Na última semana, três tro­cas movimentaram o panorama das representações partidárias tanto na Câmara dos Deputados como na Câmara dos Vereadores do Rio, todas em partidos consi­derados de esquerda.

A última delas foi anuncia­da ontem pelo deputado federal Alessandro Molon, que saiu do PT depois de 18 anos para se fi­liar à recém-criada Rede Susten­tabilidade, legenda criada pela ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República no ano passado, Marina Silva.

Em seu comunicado pelo Fa­cebook, Molon agradeceu o an­tigo partido pelo período em que ficou filiado e aos seus eleitores, mas justificou a saída, sem en­trar em detalhes, por ter ‘posição contrária aos caminhos escolhi­dos pelo partido’ que ‘tudo indi­ca que continuarão os mesmos’. Seu posicionamento foi muito criticado por militantes e simpa­tizantes petistas.

Vale lembrar que pelo fato de a Rede Sustentabilidade ser um partido novo, a legislação não coíbe a mudança de legenda, mesmo que o período de ‘janela’ não esteja em vigência.

Dias antes, o deputado fede­ral Glauber Braga, ex-PSB, e o vereador carioca Leonel Brizola Neto, oriundo do PDT, anuncia­ram a ida para o PSOL, depois de um longo período de desgaste em seus antigos partidos.

Glauber, opositor ferrenho do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem fre­quentemente critica em plenário, acabou se incompatibilizando com a Executiva dos socialistas após perder o cargo de presiden­te estadual da sigla para o sena­dor Romário, em março.

– A minha entrada no PSOL vem por afinidade programática com as teses que o PSOL já vem defendendo ao longo dos anos, e com o acúmulo que o Psol tem na sociedade, na sua prática po­lítica – disse Glauber, cuja as­sessoria informou que, mesmo fora da ‘janela’, ‘fatos jurídicos comprovam perseguição política e nesse caso, há justificativas e provas de que o convívio não era mais possível’.

Já Brizola Neto vinha há mui­to tempo em rota de colisão com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. A relação entre os dois piorou significamente de­pois que Lupi e a Executiva do partido não cederam a legenda para que Brizola Neto concor­resse à reeleição para a Câma­ra do Rio pelo histórico partido fundado pelo seu avô.