Assine Já
quarta, 23 de setembro de 2020
Região dos Lagos
21ºmax
16ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 7914 Óbitos: 414
Confirmados Óbitos
Araruama 1580 102
Armação dos Búzios 474 10
Arraial do Cabo 231 13
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 640 34
São Pedro da Aldeia 1284 51
Saquarema 1150 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
doulas

Alerj aprova doulas em partos

Notícia é recebida com comemoração e alguma cautela: “primeiro passo”

19 maio 2016 - 10h37Por Gabriel Tinoco

A notícia da aprovação, por unanimidade, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) da permissão de doulas (assistentes) nas maternidades públicas estaduais foi recebida com comemoração na região. A doula Juliana Feliciano vê o projeto de lei como um avanço no procedimento de parto nas unidades do Rio. 
– Na verdade, essa lei vai agraciar todas as mulheres que desejam parir no nosso estado. O Rio de Janeiro era um dos poucos estados que não permitiam a entrada das doulas, o que prejudicava o desejo das mulheres aqui. Muitas eram impedidas de parir por não ter doula. Acompanhei todo o processo e as suas cláusulas. As pessoas que estavam lá são minhas amigas. Também fiquei feliz porque um dos deputados é daqui de Cabo Frio – comenta Juliana, que integra a Associação de Doulas do Estado do Rio de Janeiro (Aderj), fundada no último dia 14 para promover o debate. 
Juliana também lembra da necessidade das doulas para reduzir o número de cesarianas.
– Além disso, o projeto de lei reduz muito o índice de uma cesariana indesejada. A presença de uma doula diminui a quantidade de intervenções.  A mulher chega no hospital e vai para internação. A presença da doula incentiva a não necessitar de intervenções por trabalhar todo o aspecto emocional. Ela garante à gestante todo aparato informativo e educacional. A gestante será uma gestante diferenciada. Não vai aceitar intervenções. A doula respeita a mulher para fazer um procedimento natural e ajuda na questão do emponderamento e do alívio da dor. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15% a 20% de cesarianas, mas o Brasil tem um total de 90% desses partos.
A doula Laís Alencar, que reside atualmente em Arraial do Cabo, pensa que esse é apenas o primeiro passo.
– Acredito que essa aprovação da PL foi somente o primeiro passo. A maioria dos hospitais ainda estão longe de serem humanizados nos seus atendimentos e não respeitam nem a lei do acompanhante. Por isso, ainda temos muito que militar pela causa do atendimento de qualidade e com respeito a parturiente (mulher que se encontra em trabalho de parto ou acabou de dar à luz). Ter o projeto não garante que conseguiremos entrar nas instituições e atuarmos junto às mulheres que assim desejarem – afirmou.
Laís, no entanto, mantém o otimismo em relação às conquistas das doulas.
– Pouco ainda é falado da profissão e muita gente não conhece o real papel junto à gestante no pré-parto, parto e pós-parto. E acabam não dando importância. Mas acredito que isso mudará com cada uma dessas conquistas. A criação da Aderj veio para dar mais seriedade ao trabalho, unir a classe e fiscalizar os cursos. Assim, a unificação e propagação trabalho terá mais respaldo e seriedade – conclui.

*Matéria completa na edição deste fim de semana da Folha dos Lagos.