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Alerj aprova doulas em partos

Notícia é recebida com comemoração e alguma cautela: “primeiro passo”

19 maio 2016 - 10h37Por Gabriel Tinoco

A notícia da aprovação, por unanimidade, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) da permissão de doulas (assistentes) nas maternidades públicas estaduais foi recebida com comemoração na região. A doula Juliana Feliciano vê o projeto de lei como um avanço no procedimento de parto nas unidades do Rio. 
– Na verdade, essa lei vai agraciar todas as mulheres que desejam parir no nosso estado. O Rio de Janeiro era um dos poucos estados que não permitiam a entrada das doulas, o que prejudicava o desejo das mulheres aqui. Muitas eram impedidas de parir por não ter doula. Acompanhei todo o processo e as suas cláusulas. As pessoas que estavam lá são minhas amigas. Também fiquei feliz porque um dos deputados é daqui de Cabo Frio – comenta Juliana, que integra a Associação de Doulas do Estado do Rio de Janeiro (Aderj), fundada no último dia 14 para promover o debate. 
Juliana também lembra da necessidade das doulas para reduzir o número de cesarianas.
– Além disso, o projeto de lei reduz muito o índice de uma cesariana indesejada. A presença de uma doula diminui a quantidade de intervenções.  A mulher chega no hospital e vai para internação. A presença da doula incentiva a não necessitar de intervenções por trabalhar todo o aspecto emocional. Ela garante à gestante todo aparato informativo e educacional. A gestante será uma gestante diferenciada. Não vai aceitar intervenções. A doula respeita a mulher para fazer um procedimento natural e ajuda na questão do emponderamento e do alívio da dor. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15% a 20% de cesarianas, mas o Brasil tem um total de 90% desses partos.
A doula Laís Alencar, que reside atualmente em Arraial do Cabo, pensa que esse é apenas o primeiro passo.
– Acredito que essa aprovação da PL foi somente o primeiro passo. A maioria dos hospitais ainda estão longe de serem humanizados nos seus atendimentos e não respeitam nem a lei do acompanhante. Por isso, ainda temos muito que militar pela causa do atendimento de qualidade e com respeito a parturiente (mulher que se encontra em trabalho de parto ou acabou de dar à luz). Ter o projeto não garante que conseguiremos entrar nas instituições e atuarmos junto às mulheres que assim desejarem – afirmou.
Laís, no entanto, mantém o otimismo em relação às conquistas das doulas.
– Pouco ainda é falado da profissão e muita gente não conhece o real papel junto à gestante no pré-parto, parto e pós-parto. E acabam não dando importância. Mas acredito que isso mudará com cada uma dessas conquistas. A criação da Aderj veio para dar mais seriedade ao trabalho, unir a classe e fiscalizar os cursos. Assim, a unificação e propagação trabalho terá mais respaldo e seriedade – conclui.

*Matéria completa na edição deste fim de semana da Folha dos Lagos.