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Aedes aegypti faz 179 vítimas em Cabo Frio somente em 2019

São Pedro e Arraial do Cabo também registram aumento no número de casos de doenças causadas pelo mosquito

31 maio 2019 - 09h07
Aedes aegypti faz 179 vítimas em Cabo Frio somente em 2019

No ano de 2019, o número de casos de dengue registrados no Brasil já é cinco vezes maior do que no ano passado, segundo o Ministério da Saúde. Na Região dos Lagos, a situação não é diferente, e os principais municípios da região sofrem com o aumento substancial de casos registrados de dengue, chikugunya e zika. Somente em Cabo Frio, a Coordenaoria de Vigilância Sanitária confirmou 179 vítimas de dengue, zika e chikungunya este ano.

– Nós fazemos sempre o registro, uma série histórica, e em relação ao ano passado temos um número substancialmente maior de casos registrados. Baseado nisso, podemos dizer, sim, que estamos caminhando para um surto de dengue na cidade – explicou a coordenadora da Saúde Coletiva de Cabo Frio, doutora Lucy Pires. 

O discurso de Lucy é baseado nos dados divulgados pela Coordenaoria de Vigilância Sanitária de Cabo Frio, que através de exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen/RJ), demonstram que do início do ano até o dia 27 de maio a cidade contabilizou 1102 notificações de dengue, sendo 37 confirmadas, outras 817 de chikungunya, sendo 142 confirmadas, e duas notificações de zica que não foram confirmadas. Em todo o ano de 2018, foram apenas 11 casos de dengue e 21 de chikungunya confirmados.                            

Outros municípios da região também registraram aumento no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Em Arraial do Cabo, o maior aumento foi no número de casos de chikungunya: em 2018, entre os meses de janeiro a maio, foram registrados 41 casos de dengue, um de chikugunya e dois de zika. Este ano já foram 47 de dengue, 13 de chikungunya e quatro de zika casos confirmados. 

Em São Pedro, entre janeiro e maio de 2018, foram 23 casos de dengue e cinco de chikungunya, enquanto no mesmo período deste ano a prefeitura registrou 63 casos de dengue e 28 de chikungunya, sendo todos os 28 casos registrados no mês de maio, dando um indicativo da importância das fortes chuvas registradas na região durante este mês para o aumento nas estatísticas das doenças.                                                                                                                                        
Para tentar conter o avanço do mosquito, todas as três cidades realizam visitas em residências de forma periódica para tentar impedir o ciclo da larva do mosquito. Além disso, o carro fumacê circula nos três municípios, circulando de acordo com a demanda e atendendo os bairros com maior incidência de focos do mosquito. Em Arraial os bairros da Cabocla e Sítio possuem a maior proliferação de mosquitos. Em Cabo Frio são os bairros do Guarani, Praia do Siqueira, Palmeiras, Vila do Sol, Recanto das Dunas, Parque Burle, Braga, Manoel Correia, São Cristóvão, Jardim Excelsior, Portinho, Aquários e Santo Antônio. Já em São Pedro os focos estão principalmente em Praia Linda.

A coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental, Andreia Nogueira, pede o apoio da população no combate aos mosquitos. Evitar o acúmulo de água em recipientes e poças, colocar areia nos vasos de planta, colocar telas nas janelas, limpar calhas e usar repelentes específicos a base de icaridina são algumas ações importantes para combater o mosquito. 

“A comunidade colabora quando não deixa água parada, realiza limpeza de calhas de telhas, verifica atrás dos refrigeradores onde sempre há um reservatório de água, mantém garrafas viradas, olha sempre ralos que circulam água limpa e também reservatórios de águas dos animais de estimação, dentre outras medidas”, disse. 

Venda de repelentes dispara nas drogarias – No mesmo ritmo em que o registro de casos de dengue, chikungunya e zika crescem assustadoramente na região, as vendas de repelentes também. Segundo o assistente da gerência da Drogarias Pague Menos, Wellington Albres, somente em maio as vendas dobraram.   

– Depois desse período de chuvas, as vendas aumentaram bastante. Chegaram a dobrar, porque aumentaram os focos e consequentemente os mosquitos. E alem disso, ainda tem o pessoal que compra aqueles produtos que têm o repelente na composição, como hidratante e protetor solar – disse. 

Para repelir o Aedes aegypti é necessário comprar um repelente à base de Icaridina.  Em alguns pontos são encontrados em promoção, por R$ 13,00, sendo este o valor mais barato, até R$ 49,99, o valor alto.