Assine Já
domingo, 20 de junho de 2021
Região dos Lagos
25ºmax
16ºmin
TEMPO REAL Confirmados: 43349 Óbitos: 1676
Confirmados Óbitos
Araruama 10701 336
Armação dos Búzios 5211 57
Arraial do Cabo 1501 83
Cabo Frio 11551 622
Iguaba Grande 4461 107
São Pedro da Aldeia 5895 260
Saquarema 4029 211
Últimas notícias sobre a COVID-19
BRIGA GRANDE

Advogado que moveria ação da Acia contra a China agora processa OMS em R$ 1 bilhão por 'má conduta'

Principal argumento é que houve negligência e omissão da organização

11 julho 2020 - 16h58Por Redação

O advogado Anselmo Ferreira Melo Costa acaba de mover uma ação de R$ 1 bilhão contra a Organização Mundial de Saúde (OMS) por supostos danos ao Brasil que teriam sido causados pelas políticas de quarentena e isolamento social recomendados pela entidade. O advogado é o mesmo que moveria uma ação da Associação Comercial e Industrial de Cabo Frio (Acia) contra a China, do mesmo valor.

Segundo o advogado, que representa a igreja Templo do Senhor, que tem sede em São Paulo, a indenização deverá ser revertida para o fundo em prol à população afetada pela Covid-19 no Brasil. Anselmo argumenta que as orientações da organização foram tardia. 

"A ação civil que ingressamos busca reparar danos causados pela negligência e omissão da Organização Mundial da Saúde, organismo internacional, possível de ser demandado, conforme se dispõe o art. 109, II, da CF/88, não restam dúvidas quanto a sua possibilidade de figurar no polo passivo. Ocorre que, acredita-se que os danos poderiam ter sido menores, se então a população tivesse sido alertada tempos antes, logo quando ocorreram os primeiros casos na China, o que evidencia a negligência da OMS e sua ineficiência", argumenta o advogado.

Segundo o advogado, a ação requer que a OMS seja citada em seu escritório regional no Brasil para dar celeridade ao processo: "como a ação é concernente aos danos que a má gestão da OMS está causando ao Brasil, queremos que a representação da mesma no país seja citada."

Anselmo argumenta ainda que as orientações da organização foram tardias. 

"A Organização só reconheceu que o vírus era transmissível entre humanos em 22 de janeiro, um mês depois do surgimento da doença em Wuhan (primeiro caso confirmado como infecção por COVID-19 é datado de 8 de dezembro de 2019), e só considerou a doença uma ameaça para o mundo em 11 de fevereiro. Estima-se que tal demora contribuiu para transformar a epidemia chinesa em uma pandemia. Para piorar tal cenário, um relatório publicado pelo jornal alemão Der Spiegel relatou que o presidente da China pediu à Organização Mundial de Saúde para atrasar a divulgação de informações sobre a transmissão do novo coronavírus. O caso também foi citado na imprensa britânica pelo jornal Daily Mail. Outra evidência interessante é de que, no dia 31 de dezembro do último ano, o Governo do Taiwan tentou alertar a OMS quanto a gravidade do vírus e foi ignorado."

I

Descubra por que a Folha dos Lagos escreveu com credibilidade seus 30 anos de história. Assine o jornal e receba nossas edições em casa.

Assine Já*Com a assinatura, você também tem acesso à área restrita no site.