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Adversários de Marquinho sonham com nova eleição

MPF dá parecer favorável a recursos contra Marquinho e oponentes veem oportunidade

13 dezembro 2016 - 07h53Por Rodrigo Branco | foto: Divulgação
Adversários de Marquinho sonham com nova eleição

 Nenhum deles admite aber­tamente, mas os três principais adversários de Marquinho Men­des (PMDB) na última eleição – Adriano Moreno (Rede), Janio Mendes (PDT) e Paulo César (PSDB) – ganharam um alento para o sonho de sentar na ca­deira de prefeito de Cabo Frio a partir do ano que vem, depois que, na última quinta-feira, o Ministério Público Federal deu parecer favorável a três recur­sos que pedem a impugnação da candidatura do prefeito eleito da cidade em 2 de outubro.

A expectativa agora é pelo julgamento final do processo, no Tribunal Superior Eleitoral. É possível que isso possa acon­tecer depois de amanhã, uma vez que esta é considerada uma semana decisiva para o caso. A partir do dia 20, a Justiça Eleitoral entrará em recesso de fim de ano.

Parte interessada de um dos recursos aceitos pelo MPF, Janio divide as atenções entre a ativi­dade parlamentar na Assembleia Legislativa e o imbróglio jurídi­co que envolve a sucessão mu­nicipal. O deputado afirmou que espera que a situação se resolva o quanto antes e respondeu às críticas de que estaria estenden­do a disputa ‘no tapetão’.

– Só existe a judicialização da eleição porque Marquinho con­correu sem ter a ficha limpa. As pessoas deveriam ter mais critério e escolher candidatos sem condenações. É uma falha da Justiça que permite que candida­tos com pendências concorram – disparou Janio.

Segundo candidato mais vota­do no pleito, Adriano evitou de­monstrar excesso de confiança e se disse ‘tranquilo’ com a situa­ção. Ele reafirmou que a inicia­tiva de recorrer à Justiça contra o resultado eleitoral foi do seu partido. Considerado um dos favoritos em uma eventual nova eleição, ele tem esperanças que o TSE reforme a decisão do TRE-RJ que, duas semanas depois da eleição, deferiu a candidatura de Marquinho.

– Eu continuo acreditando na Justiça. Quando o TRE deu pa­recer favorável a Marquinho, o placar foi apertado. Mas vamos aguardar porque não tem nada definido. O que tiver de ser, será – disse, tentando não demonstrar ansiedade.

Com mais pessimismo, mas não menos interessado na ques­tão, Paulo César já trabalha na disputa para deputado federal em 2018 sem tirar o olho do im­passe jurídico municipal. Ape­sar de seus advogados terem re­corrido logo depois que o TRE deu a vitória ao peemedebista no primeiro julgamento, ele se disse ‘surpreso’ com a atitude do MPF. Paulo César não garantiu que será o candidato do partido, caso os cabofrienses tenham que ir novamente às urnas.

– Vamos acompanhar com cautela porque a Justiça brasileira é sempre uma caixa preta. Depois que decidirem em Brasília, caso haja a impugnação, vamos convo­car os companheiros para ver que decisão vamos tomar – disse.

Advogados estão otimistas

Confiantes nas suas estraté­gias, os advogados das partes interessadas garantem que seus clientes terão sucesso no julga­mento decisivo. Vítor Martim, que representa Janio, aposta na retroatividade da Lei da Ficha Limpa, de 2010, para que a pena de Marquinho no processo em que foi condenado por abuso de poder econômico (processo 101) em 2008 seja aumentada pelo TSE de três para oito anos, fato que o impediria de concor­rer este ano.

– Isso traz um alento e a cer­teza de que estamos no caminho certo. Agora cabe ao Judiciário decidir a questão – disse.

O advogado de Paulo César, Sérgio Azevedo, não apenas bateu na tecla do processo 101, como embasou o recurso na reprovação das contas de 2012 de Marquinho na Câmara Municipal.

– Estamos confiantes desde o início do processo – disse.

Do outro lado da moeda, o res­ponsável pela defesa de Marqui­nho, o advogado Carlos Magno de Carvalho, esbanja otimismo.

− Não muda nada. O MPF está dando pareceres contrários desde quando o processo estava em Cabo Frio. Isto não é nenhu­ma surpresa para nós. Pegaram um fato processual corriqueiro para fazer alarde e enganar a população. Para ter uma ideia, em 2008, o MPF, instituição que muito respeitamos, deu parecer contrário nas 13 cassa­ções de Marquinho e viramos todas as condenações. Aqui, ao contrário de 2008, Marqui­nho está com o registro deferi­do pelo TRE, fato que facilita mais o nosso trabalho − co­mentou Magno.