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Adriano fala em ‘campanha de desmoralização’

Prefeito admite falhas, mas afirma que existe ‘sensacionalismo’

12 abril 2019 - 08h50
Adriano fala em ‘campanha de desmoralização’

O prefeito de Cabo Frio, Adriano Moreno (Rede) disse ontem que existe ‘sensacionalismo’ em relação ao Hospital da Mulher e uma ‘campanha de desmoralização’ da saúde municipal. As declarações foram dadas em uma entrevista ao site RC24h.

– Alguns se aproveitam do sofrimento alheio para se beneficiar. Também acabam por desestabilizar os funcionários que lá trabalham. E eu queria fazer um apelo: quem faz esse tipo de coisa tira a credibilidade da instituição e leva desestabilidade aos funcionários. É muito ruim uma equipe trabalhando sob coação ou com medo. E eu não vou admitir isso – disse o prefeito.

O Hospital da Mulher está sendo investigado em duas Comissões de Inquérito, uma na Câmara Municipal e outra na Assembleia Legislativa (Alerj) por causa das mortes ocorridas na unidade de saúde desde o início deste ano. Foram 16 mortes em três meses.

A situação da saúde municipal foi o tema mais falado na entrevista. O prefeito voltou a dizer que muitos dos casos que resultaram em mortes eram muito graves, e reconheceu que falta capacitação no acompanhamento de exames de pré-natal na rede pública. Adriano insistiu que muitas mães teriam feito um pré-natal incompleto, ou passado por exames mal feitos. Ele também disse que aposta no novo trio que comanda o Hospital da Mulher, formado por três médicas. 

– São extremamente capacitadas e com muita experiência. Terão capacidade de administrar e estancar essa crise – garantiu, respondendo também sobre falhas recorrentes no sistema de marcação de consultas, que vêm gerando muitas reclamações.

Outro assunto comentado pelo prefeito foi o caso do idoso que foi levado de carrinho de mão até o Hospital do Jardim Esperança, na última terça-feira (9), e que repercutiu nas redes sociais com um vídeo que registrou a cena. Adriano Moreno disse que o senhor doente já é paciente da unidade há muito tempo, e admitiu que situação fugiu do controle na última terça. 

Ele disse que, por lei, a prefeitura não poderia mandar ambulância buscar paciente em casa, e que o serviço teria que ser feito pelo SAMU, que não existe na cidade, já que o Corpo de Bombeiros só realiza resgates em vias públicas, e não em residências..

– Claro que a prefeitura ia tomar providência para transportar esse idoso, mas a pessoa (que empurrou o idoso até o hospital) nem esperou a funcionária da prefeitura resolver – alegou o prefeito.

Outros pontos abordados foram a grande quantidade de buracos nas ruas, que o prefeito justificou dizendo que  a Prefeitura não tem dinheiro em caixa para as manutenções, além da violência no condomínio do Minha Casa Minha Vida e a Bandeira Azul no Peró. Em determinado momento, desabafou:
– Imaginava que governar a cidade seria difícil, mas beira o impossível. Mas sou pau de dar em doido e não vou esmorecer – garantiu.