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Polícia

Acusadas de tentativa de homicídio continuam presas e devem ser ouvidas

Caso Anansa e Priscila: Testemunhas serão ouvidas dia 10

26 agosto 2015 - 09h00

NICIA CARVALHO

 

 

 As testemunhas arroladas no processo contra Anansa Gon­çalves, 35, e Priscila Monteiro, 32, acusadas de tentativa de ho­micídio contra Raquel Marinho, de 35, no início de junho, serão ouvidas em audiência que está marcada para o dia 10 de setem­bro, no Fórum de Cabo Frio. O horário ainda vai ser definido pela Justiça. As duas mulheres continuam detidas no presídio de Bangu, no Rio de Janeiro, desde a segunda quinzena de junho. Ambas também devem prestar depoimento.

– Os filhos de Anansa estão com a avó, e eu não tenho con­tato com os meus filhos porque a Raquel tem medida protetiva contra mim. Logo, não posso chegar perto. Infelizmente, não conseguimos a liberdade delas e agora é torcer pelos esclare­cimentos na audiência – contou Rafael Almeida, namorado de Anansa.

Segundo ele, a prisão tempo­rária de ambas, de 30 dias, foi prorrogada. O prazo para apre­ciação do pedido de habeas cor­pus feito pela defesa à Justica, na segunda quinzena de junho, expirou. Moradoras do Jardim Esperança, Anansa e Priscila foram transferidas da Delegacia de Arraial do Cabo para o Com­plexo Penitenciário de Gerici­nó, Bangu 8.

Em duas ocasiões, familiares e amigos das acusadas protes­taram contra a prisão das mu­lheres, a primeira em frente ao Fórum de Cabo Frio e a segunda em uma carreata que partiu do Jardim Esperança até à Dele­gacia de Atendimento à Mulher (Deam). Eles alegaram falha na investigação da Deam, que con­duziu o processo.

Entenda o caso – Anansa e Priscila foram presas por Uma mãe acusou o Hospital da Mulher, em Cabo Frio, de negligência médica pela morte prematura de uma bebê na tarde de anteontem. Monique Cristina Barbosa, de 22 anos, teria rece­bido alta na segunda-feira, quan­do fez um parto espontâneo e perdeu o filho logo em seguida. Esse é o segundo caso de morte pós-parto na unidade somente neste mês.

De acordo com Lucas Con­ceição, o pai da criança, o parto foi realizado dentro de casa e a criança chegou morta na Uni­dade de Pronto Atendimento por conta

 de uma suposta participação numa tentativa de homicídio a Raquel Marinho. As acusadas teriam atirado no carro onde es­tava Raquel, ex-mulher do atual namorado de Anansa.

Os parentes, no entanto, apre­sentaram outra versão sobre o ocorrido, que teria sido moti­vada por ciúmes. Segundo eles, Raquel, ex-mulher de Rafael Almeida (atual de Anansa), não teria aceitado o fim do relacio­namento e não aprovava o novo envolvimento de Rafael.

Desde o início do ocorri­do, Robson Coelho, marido de Priscila, não quis se manifestar sobre nenhum aspecto do caso, seja a motivação, o pedido de prisão ou sobre o habeas corpus.

Familiares, assim como ami­gos da igreja metodista à qual ambas frequentavam no Jardim Esperança também afirmaram que o bom entendimento das duas com a irmã de Rafael era mal visto por Raquel. Inconfor­mada, a ex teria criado diversos artifícios para atingi-las, culmi­nado com a acusação de tentati­va de homicídio.

– Todos a conhecem – afir­mou o pastor Herlon Romão.