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Educação

A volta do ano que não acabou

Escolas do município retomam aulas para fechar 2016 em três meses

02 fevereiro 2017 - 08h01Por Texto e foto: Rodrigo Branco
A volta do ano que não acabou

Ainda com pendências de pagamento a cerca de 800 fun­cionários contratados, 70 das 90 escolas da rede municipal de Cabo Frio recomeçaram as aulas ontem para concluir o ano letivo de 2016, completamente com­prometido por causa dos sete meses de greve dos servidores. Após a assembleia da categoria de anteontem, a chance de haver uma nova paralisação na segun­da-feira não está afastada, mas, nas salas de aula, o clima era de normalidade e de esperança de que, a partir de agora, não have­rá mais interrupções.

– Quando a gente tem aluno dentro da escola, a gente tem vida. Temos muita alegria de ver esses alunos retornado. Acredito que o problema dos contratados que não receberam será resolvi­do até sexta-feira. E que segunda a gente continua normalmente – disse a diretora do Colégio Rui Barbosa, Márcia Marques.

Para tentar recuperar o tempo perdido e cumprir a carga horá­ria exigida pelo MEC, os alunos da tradicional escola do Centro terão que se desdobrar em aulas no contraturno e nos sábados le­tivos. A medida não agrada mui­to os estudantes que, apesar de tudo, voltaram animados.

– É difícil absorver tanta in­formação a essa altura do cam­peonato. Posso não ter o mesmo desenvolvimento do que se fos­se estudar durante o ano inteiro – alega Júlia Senos, de 17 anos, que cursa o 2º ano do Ensino Médio e teve o sonho de cursar a faculdade de Publicidade adiado em um ano.

Em outros colégios da cidade, o clima também era de tranqui­lidade. Na escola João Rocha, na Vila Nova, que atende 320 crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, o movi­mento de pais, alunos e profes­sores foi o de costume do perí­odo anterior à greve. Segundo uma funcionária que não quis se identificar, poucos contratados ainda não receberam. Na An­tônio da Cunha, na Passagem, a situação é semelhante. Quase nenhum reparo a fazer e profes­sores na sala de aula.

– Creio que vai ser melhor que no ano passado. Espero que esse prefeito olhe pelas nossas crian­ças – disse, confiante, a dona de casa Angélica Rodrigues, mãe do pequeno Yuri, de oito anos.