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Política

A um ano da eleição, crise de Cabo Frio põe em dúvida destino político da cidade

Expectativa é de tensão nos próximos 12 meses

05 outubro 2015 - 09h36

RODRIGO BRANCO

 

365 dias. É o tempo que res­ta para aquela que promete ser uma das mais acirradas eleições que já se teve notícia na cida­de. Parece muito tempo, mas a julgar pelo clima de campanha antecipada, é possível dizer que 2016 já chegou. Ao mesmo tem­po, é período suficiente para que muita coisa aconteça, o que leva a crer que nos próximos 12 me­ses estará aberta a temporada de articulações, alianças, blefes, traições e, por que não dizer, golpes abaixo da linha da cintu­ra. E tudo isso tendo como pano de fundo a crise financeira que tanto castiga a população cabo­friense nos últimos meses.

A sanção do projeto de lei da minirreforma eleitoral pela pre­sidente Dilma Rousseff (PT), no começo da semana, também traz para um cenário incerto uma série de novidades já para o ano que vem, a começar pelo fim do financiamento empresarial de campanha vetado do projeto original por Dilma, baseada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) há 15 dias. Ou­tra mudança significativa diz respeito ao fim do prazo de fi­liação partidária, que era de um ano antes das eleições e passou a ser de seis meses. Além disso, a chamada ‘janela’, período de 30 dias no qual será permitida a mu­dança de legenda de vereadores e deputados federais, estaduais e distritais sem risco de perda do mandato, teve início transferido para 2 de março e fim, para 2 de abril de 2016.

A mudança nas regras é espe­cialmente relevante porque per­mite adiar a decisão da formação das nominatas, ou seja, do grupo de candidatos a vereador de uma coligação, que costuma ter bas­tante influência na eleição majo­ritária, por muitas vezes abrigar líderes comunitários, bastante representativos em termos de número de votos. E é exatamen­te pela incerteza no futuro ce­nário econômico da cidade que muitos políticos preferem adiar a decisão de se filiar a algum partido, afinal, a movimentação dos grupos políticos e mesmo pré-candidaturas dependem di­retamente da melhora na situa­ção dos cofres municipais.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste fim de semana (3 e 4)

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