Assine Já
domingo, 18 de abril de 2021
Região dos Lagos
28ºmax
19ºmin
http://www.alerj.rj.gov.br/
Tropical mobile
TEMPO REAL Confirmados: 33583 Óbitos: 1249
Confirmados Óbitos
Araruama 8610 270
Armação dos Búzios 4104 54
Arraial do Cabo 1165 61
Cabo Frio 8993 441
Iguaba Grande 3308 82
São Pedro da Aldeia 4591 188
Saquarema 2812 153
Últimas notícias sobre a COVID-19
Política

A um ano da eleição, crise de Cabo Frio põe em dúvida destino político da cidade

Expectativa é de tensão nos próximos 12 meses

05 outubro 2015 - 09h36

RODRIGO BRANCO

 

365 dias. É o tempo que res­ta para aquela que promete ser uma das mais acirradas eleições que já se teve notícia na cida­de. Parece muito tempo, mas a julgar pelo clima de campanha antecipada, é possível dizer que 2016 já chegou. Ao mesmo tem­po, é período suficiente para que muita coisa aconteça, o que leva a crer que nos próximos 12 me­ses estará aberta a temporada de articulações, alianças, blefes, traições e, por que não dizer, golpes abaixo da linha da cintu­ra. E tudo isso tendo como pano de fundo a crise financeira que tanto castiga a população cabo­friense nos últimos meses.

A sanção do projeto de lei da minirreforma eleitoral pela pre­sidente Dilma Rousseff (PT), no começo da semana, também traz para um cenário incerto uma série de novidades já para o ano que vem, a começar pelo fim do financiamento empresarial de campanha vetado do projeto original por Dilma, baseada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) há 15 dias. Ou­tra mudança significativa diz respeito ao fim do prazo de fi­liação partidária, que era de um ano antes das eleições e passou a ser de seis meses. Além disso, a chamada ‘janela’, período de 30 dias no qual será permitida a mu­dança de legenda de vereadores e deputados federais, estaduais e distritais sem risco de perda do mandato, teve início transferido para 2 de março e fim, para 2 de abril de 2016.

A mudança nas regras é espe­cialmente relevante porque per­mite adiar a decisão da formação das nominatas, ou seja, do grupo de candidatos a vereador de uma coligação, que costuma ter bas­tante influência na eleição majo­ritária, por muitas vezes abrigar líderes comunitários, bastante representativos em termos de número de votos. E é exatamen­te pela incerteza no futuro ce­nário econômico da cidade que muitos políticos preferem adiar a decisão de se filiar a algum partido, afinal, a movimentação dos grupos políticos e mesmo pré-candidaturas dependem di­retamente da melhora na situa­ção dos cofres municipais.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste fim de semana (3 e 4)