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A luta no meio da comemoração

Homenageadas se divertem em ação da Prefeitura, mas garantem que muita coisa tem que melhorar

08 março 2017 - 18h49
A luta no meio da comemoração

Os sorrisos estampados nos rostos durante ação da Coordenadoria Geral da Mulher, na Praça Porto Rocha, em Cabo Frio, na manhã de ontem, não escondiam o real sentimento das mulheres ali presentes: o de luta. A Folha esteve no evento para dar voz àquelas que não querem ser lembradas no dia oito de março, mas sim no ano inteiro.


No meio de atividades como zumba, massagens e até uso de turbantes, dezenas de pessoas prestigiaram as homenageadas do dia. A primeira motorista mulher de um Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), Margarida Farias, 59, estava lá, mais a lazer do que a trabalho.


– Tenho prazer em fazer tudo que é em prol das mulheres. Para mim nem é trabalho, mas satisfação. Estamos aqui para o empoderamento. Acima de tudo, queremos acabar com essa desigualdade e essa violência contra a mulher. Isso em várias camadas da sociedade. Temos que começar a gritar e dizer: estamos aqui, somos capazes – afirma, em tom enérgico.


A coordenadora do Ceam de Cabo Frio, Nelma Carneiro, 58, ressalta mais a visibilidade que o dia dá à mulher do que as comemorações.


– Desde 1980, que foi quando o Ceam foi criado, tivemos muitas conquistas. Mas temos que ter mais. Esse dia é muito importante pela visibilidade – diz.


Houve também quem aproveitasse para ter um dia de rainha. A vendedora de salgadinhos Zuleica de Souza, 48, que se intitula como ‘mulher guerreira’, não perdeu a oportunidade de dar uma alfinetada no machismo.


– Estou achando o evento maravilhoso. Estamos aqui porque nós cuidamos dos filhos, do marido e da casa. Hoje é dia de cuidarmos de nós mesmas – dispara.


As principais lembranças para a aposentada Leda Gomes, 60, são o abismo que separa os salários entre homens e mulheres e as agressões.  

 
– É importante lembrar não só da mulher. É importante lembrar da desigualdade salarial e da violência doméstica. Temos que lutar contra isso e mostrar que estamos aqui para reivindicar os nossos direitos – finaliza.