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Política

A grande família da Câmara

Política e questões familiares misturam-se em bate-boca em sessão

15 julho 2015 - 09h13Por Nicia Carvalho

NICIA CARVALHO

O que era para ser uma sessão legislativa por alguns momentos teve cara de reunião familiar, mas daquelas em que o assunto a ser tratado não é dos mais agradáveis. Assim pode ser definida a a discussão entre o presidente da Câmara de Vereadores de Cabo Frio, Marcello Corrêa (PP), e o vereador Aquiles Barreto (SD). Em determinado momento, Marcello subiu o tom ao defender a irmã e secretária de Assistência Social, Carolina Corrêa, e rebater os questionamentos sobre a distribuição de cestas básicas e a promessa de investimento de mais R$ 10 milhões no Tangará, enquanto diversos projetos da Prefeitura estão interrompidos pelo governo – que alega a crise como motivo.
– Sua Excelência não tem mérito para falar da Carolina. Outras pessoas, como a senhora sua mãe [Laura Barreto, que foi secretária de Educação no governo Marquinho Mendes], já passaram por aqui e não fizeram nada. Sua Excelência não tem moral. Ficou dois anos sem usar a tribuna. Por que vem usar agora? – disparou.
O anúncio dos recursos para o bairro foi feito na última sexta-feira pelo prefeito Alair Corrêa (PP), pai de Marcello, por ocasião do lançamento do projeto ‘Setorização da Dignidade’, que incluiu a inauguração de uma creche no local. E não parou por aí. O vereador Paulo Henrique entrou no debate e defendeu a prima, Carolina, e também o tio, Alair.
– Sua Excelência vive em outro mundo? A crise se instalou, sim. A Prefeitura não paga, mas não é porque é ruim. O governo está tentando acertar e não falo porque ele é meu tio, não – defendeu.
Além do imbróglio familiar fora de lugar, a pauta do dia, como sempre, trouxe mais gastos para o governo: até a criação de cemitério para bichos de estimação, orçado em R$ 30 mil, foi sugerido.

Destinação do Fundo de Transporte em PL

A próxima sessão da Câmara de Cabo Frio vai tratar de assunto para lá de delicado na cidade: a mobilidade urbana. A proposta é do vereador Aquiles Barreto (SD), que afirmou, ao usar a tribuna na sessão de ontem, que irá apresentar projeto de lei para aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Transporte para o próprio setor. A ideia é aplicar a verba desde subsídios para a passagem de ônibus – que era de R$ 1, passou a R$ 0,50 por promessa de campanha e agora custa R$ 1,50 para pessoas que tem o Cartão Dignidade – até cursos de capacitação para Guarda Municipal, passando por ciclovias, aparelhamento de agentes municipais entre outros. Segundo ele, em 2014 a Prefeitura recolheu cerca de R$ 12 milhões, o equivalente a 50%, referente ao pagamento do IPVA na cidade.
– Vou colocar o projeto para aprovação e espero contar com o apoio dos edis. Se tivessemos colocado recursos no Fundo para uso no próprio setor, não precisaria aumentar a passagem, por exemplo – afirmou.