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Crise

'A gente mata é bandido, não funcionário sério', diz secretário sobre denúncias na Saúde de Cabo Frio

Iranildo Campos, que é policial militar reformado e ex-deputado, disse que vai conversar com funcionários que fazem denúncias sobre a Secretaria de Saúde

03 maio 2020 - 13h30Por Redação
O secretário de Saúde de Cabo Frio, Iranildo Campos, deu uma série de declarações polêmicas neste fim de semana. Ele disse que não pretende deixar o cargo, e que vai "perseguir" funcionários que estão fazendo denúncias sobre unidades de saúde da cidade, para investigar cada situação. 
 
As declarações foram dadas neste sábado (2) em entrevista ao jornalista Sidnei Marinho, da TV Litoral News.
 

- A gente só vê crítica, mas não tem crítica que vai me derrubar. Eu não vou pular fora deste barco. Eu não vou deixar o barco dessa cidade, e a saúde publica afundar. Eu vou afundar junto com meus funcionários (sic). Não estou contra funcionário. A funcionária (que fez uma denúncia pela internet) falou no vídeo: 'vão me perseguir, vão até me matar'. Aqui não tem isso, não. A gente mata é bandido, vagabundo. A gente não mata funcionário sério, não. Funcionário vai ter todo o meu apoio. Quero ouvir a funcionar (que fez a denúncia). Todos têm que falar tudo que está errado nessa Saúde. Vou perseguir um a um e botar nos lugares deles. Agora, quem trabalhar, quem se doar, vai ter meu abraço, vai estar junto comigo, porque está comprometido com essa cidade, com as pessoas sérias, pessoas de bem, com esse povo que precisa de saúde de qualidade - disse Iranildo, que é policial militar reformado, ex-deputado estadual e foi secretário de Saúde em São João de Meriti.

Um dia antes, em entrevista à Folha dos Lagos, ele afirmou que iria abrir uma sindicância para investigar a denúncia de distribuição de máscaras caseiras a funcionários do Hospital Municipal São José Operário. 

– Quero saber se realmente é verdade. Se for, eu vou punir quem deixou de fazer a entrega, ou não entregou coisa correta, porque temos as máscaras. Agora, se for uma denúncia que ela não vai conseguir provar, ela vai ter que segurar o problema depois de mentir – declarou o secretário de Saúde.

Iranildo Campos garantiu que existem máscaras e demais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para os profissionais no almoxarifado da Secretaria de Saúde e que os equipamentos são entregues diariamente nas unidades.

– Posso garantir que tem, sim, máscara e EPI. A máscara que ela usa é a mesma que eu e todos usamos. A não ser a N-95, que é só para médicos e para determinados momentos – afirmou.

O secretário colocou em dúvida a intenção da denúncia e comentou sobre o atrito recente com profissionais de saúde.

– Duvido que ela não seja concursada. Porque estamos apertando agora, todo mundo tem que trabalhar. Então, às vezes, o funcionário começa a dar pancada na imprensa, em blogs, dizendo que estou obrigando quem tem mais 60 anos a trabalhar, que falta EPI, que é regime militar, mas não é isso. Só quero que faça o trabalho. Se for voluntário não posso fazer cobrança, mas os funcionários, tenho que cobrar. Funcionários técnicos e enfermeiros antigos, a maioria não trabalhava. Tem 30 ou 40 enfermeiros que já mandei zerar o ponto, que não aparece, não trabalha. Agora estamos implantando o ponto biométrico, vai aparecer mais ainda. Pode reclamar com deputado, vereador, prefeito, entrar na Justiça... estou tranquilo e tenho a resposta. Enquanto eu estiver secretário, não vou admitir – declarou ainda Iranildo Campos, que é policial militar reformado e já foi deputado estadual e secretário de Saúde em São João de Meriti.

Relato dramático 

Uma funcionária do Hospital Municipal São José Operário, em Cabo Frio, publicou um relato dramático nas redes sociais nesta sexta-feira (1º). Segundo ela, foram disponibilizadas máscaras caseiras de TNT para os profissionais de saúde que fazem plantão na unidade de saúde.

– Hoje no plantão recebi essa 'mascarazinha' de TNT, caseira, que foi uma doação ao hospital. Queria perguntar aos gestores, ao Dr. Adriano, prefeito, ao Dr. Iranildo Campos (secretário de Saúde), se isso é a condição de trabalho que eles nos dão para dizer que não falta EPI, que está tudo perfeito – questiona a funcionária, que se identificou no vídeo como Marilene Viana.
 
A Secretaria de Saúde também divulgou uma nota negando a denúncia:
 
"A Secretaria de Saúde informa que a situação mencionada não procede e que segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e todos protocolos de biossegurança nas unidades de saúde", diz a nota.

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