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Esportes

Um pouquinho de Cabo Frio na semifinal da Libertadores

Atletas e preparador físico do Grêmio já tiveram passagens pela Cabofriense

22 outubro 2019 - 19h23Por Rodrigo Branco
Um pouquinho de Cabo Frio na semifinal da Libertadores

Levando em conta o tamanho da torcida do Flamengo e a grande legião de ‘secadores’ dos rivais, não é exagero dizer que o Brasil vai parar hoje, às 21h30, para a semifinal da Taça Libertadores da América. Mas quando o árbitro argentino Patricio Lostau der o apito inicial para a partida mais badalada dos últimos anos, vai ter um pouquinho de Cabo Frio na grama sagrada do Maracanã, palco da partida de volta do confronto contra o Grêmio. Em diferentes épocas, dois jogadores – o atacante reserva André e o meia-atacante titular Alisson –, além do preparador físico do Imortal, Alexandre Mendes, tiveram passagens pela Cabofriense.


Mais conhecido do trio, o buziano André, de 29 anos, atuou nas divisões de base do Tricolor Praiano por quatro anos, antes de se transferir para o Santos, onde brilhou na equipe de Neymar, Paulo Henrique Ganso e Dorival Junior, que encantou o país no primeiro semestre de 2010. De lá, rodou o mundo passando por Dínamo de Kiev (UCR); Atlético Mineiro, Vasco, Bordeaux (FRA), Sporting (POR) e Sport do Recife, entre outros.


Primo do goleador, o ex-atleta e servidor da secretaria de Esportes de Cabo Frio Marcelão Santos disse que André passou a morar na Gamboa, em Cabo Frio, onde vive a família da mãe, para ficar mais perto do clube que o projetou e facilitar a ida aos treinamentos. 


– André começou na Cabofriense aos 14 anos, em 2004, no Infantil. Saiu quando iria completar 18 anos. Fez um ótimo Campeonato de Juniores em 2008. Foi para o Santos indicado pelo Jefferson Café, que também foi revelado pela Cabofriense e havia ido para o Santos em 2007 – relembra Marcelão, que é especialista em futebol regional e tem como hobby a pesquisa de clubes profissionais e amadores.


Um dos 11 titulares da equipe de Renato Gaúcho, o meia-atacante Alisson é mineiro de Rio Pomba, na Zona da Mata, mas deu os primeiros passos na carreira no Correão, após ser não ser aproveitado pelo Cruzeiro. Foi aprovado em uma peneira no Estádio Aracy Machado e logo virou motivo de arrependimento dos dirigentes do clube celeste, que o levaram de volta após uma aparição de destaque em uma edição da Taça BH de Juniores.


– A história do Alisson é meio inusitada. Ele foi dispensado do Infantil do Cruzeiro. Ele tinha familiares aqui em Cabo Frio e veio fazer peneira na Cabofriense com 15 anos. Com 15 minutos de treino ele foi aprovado pelo técnico da época, Tonho de Cano. Ele era juvenil, mas disputou toda a temporada dos juniores do Campeonato Estadual de 2009. Coincidiu de a Taça BH naquele ano ser na Toca da Raposa. Os caras do Cruzeiro viram que ele arrebentou e perguntaram que garoto era aquele e disseram que ele era de lá e havia sido dispensado. Como havia aquele convênio da Cabofriense, pegaram ele de volta – relata Marcelão, enfatizando a importância do técnico Tonho de Cano, falecido em 2017, na formação de Alisson e André.


Com longa história no futebol, o preparador físico Alexandre Mendes tem uma relação de mais de 20 anos com Renato Gaúcho, a quem  conheceu na campanha vitoriosa pelo Fluminense, no Estadual de 1995. Mas a experiência profissional na Região dos Lagos foi na companhia de outros dois craques, Leandro e Sócrates, entre 1999 e 2000. A passagem foi meteórica, mas marcante.


– Começaram em 1999, na disputa da Copa Rio, com a molecada da casa e alguns remanescentes da equipe que disputou a Série A2 na época. No início do ano 2000, disputaram a Seletiva e conseguiram a classificação para chave principal do Estadual. Ficaram, pelo que me lembro, somente quatro rodadas. Nesta época, o time se chamou Cabo Frio Futebol Clube - rememora Marcelão.


No dia em que o país vai roer as unhas em frente à TV, a distância entre Cabo Frio e Porto Alegre vai ser menor do que a normal.

 

 

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