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Vinicius Junior

Treinador de Arraial ajudou a formar 'joia' rubro-negra vendida ao Real Madrid

Israel Falcão, o Gugu, começou a lapidar Vinicius Junior no futsal de base do Flamengo 

07 junho 2017 - 09h54Por Gabriel Tinoco I Foto: Arquivo Pessoal
Treinador de Arraial ajudou a formar 'joia' rubro-negra vendida ao Real Madrid

Além de Vinicius Junior (com o troféu), Gugu (centro) ajudou a revelar o lateral Marcelo, ídolo merengue

A história é conhecida: um jovem mirradinho, com dificuldades financeiras, é apresentado à base do Flamengo. Mas não, o camisa 10 ao qual o técnico de futsal Israel Falcão, o Gugu, se refere não é Zico. O cabista, que é subsecretário municipal de Esportes de Arraial, narra a trajetória da mais nova jóia do futebol brasileiro: Vinicius Júnior. A revelação rubro negra tem contrato com o clube até julho de 2019.

– O melhor dele é a ousadia, o drible, a coragem... Partia para dentro dos marcadores. Por mais que a marcação fosse forte ele, não recuava, não diminuía o ritmo. Além disso, ele é muito criativo, sempre tira um coelho da cartola – analisa Gugu, que foi treinador de futsal das bases do clube entre 2007 e 2010 e depois virou técnico das categorias de formação entre 2011 e 2014.

O primeiro contato com a promessa aconteceu em um treino do sub-9 do futsal em 2008: Vinícius foi aprovado por excesso de talento, mas cortado por falta de grana. Menos de dez anos depois, aquele mesmo jovem levaria o todo poderoso Real Madrid, em maio, a desembolsar R$ 45 milhões de euros (R$ 164 milhões) naquela que foi a segunda maior transferência do futebol brasileiro, atrás somente da venda de Neymar para o Barcelona.

– O Vinícius fez um teste com a gente, mas não permaneceu porque morava em São Gonçalo. A gente estava sem ajuda de custo. Quando iniciou no sub-11, no futebol de campo, acompanhei todo processo dele. Já se destacava nas primeiras competições oficiais. Éramos campeões, com ele sendo artilheiro. No sub-13, o garoto explodiu e fez contrato com a Nike – relembra Gugu.

No segundo ano na categoria, em 2014, o menino já atraía os olhares de dois grandes clubes brasileiros.

– O Flamengo dobrou o salário (R$ 250 para R$ 500) para ele não ir para o Corinthians. O Cruzeiro ofereceu emprego ao pai dele, mas a família decidiu ficar. Ele poderia ser transferido desde os 13 anos.

Passaram pelas mãos do técnico uma grande quantidade de talentos: um deles é nada mais nada menos que o lateral-esquerdo Marcelo, do campeão europeu Real Madrid. De acordo com Gugu, o craque era menos promissor do que Vinicius.

– Em termos de potencial, vejo o Vinicius acima do Marcelo. Na geração do Marcelo, a nascida em 1988, outros jogadores se destacavam mais do que ele: um exemplo é o Renato Augusto. Na geração do Vinicius não tem nenhum nome. Essa é uma questão de tempo. Da mesma maneira que o Marcelo superou o Renato, pode ser que outro garoto venha superar o Marcelo. Mas pelo que um menino fez na base, a história do Vinicius é muito parecida com a do Neymar e com a do Ronaldo Fenômeno – palpita.

Nos últimos anos, o treinador sempre contou com o carinho do meia – tanto que foi convidado para festas de aniversário e ganhou um agradecimento na Copa São Paulo. Orgulhoso, o cabista segue com grandes esperanças para o futuro do atleta.

– A família é muito bem estruturada. Nunca foi tratado como mercadoria. Teve todo suporte. Tem que ter um pouco de paciência. Não é nesse primeiro momento. Quando ele se destacar, vai ser tipo o Neymar, vai ser direto. O Zé Ricardo foi treinador dele no sub-15. Acredito que se tornará um dos maiores do futebol mundial – aposta.