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Taekwondo ajuda menina de 7 anos com deficiência visual a enxergar o mundo

Moradora de São Pedro, Sarah Soares é xodó na academia onde treina

10 julho 2016 - 11h52Por Gabriel Tinoco I Foto: Cristiane Zotich
Taekwondo ajuda menina de 7 anos com deficiência visual a enxergar o mundo

Há muitas formas de ver o mundo. Uma delas é olhar para dentro de si mesmo. E foi assim que a pequena Sarah Soares de Souza se revelou nos tatames. A moradora de São Pedro da Aldeia tem apenas sete anos e possui uma doença não muito conhecida: a Neuromielite Óptica, também chamada de síndrome de Devic. A menina com deficiência visual encontrou no taekwondo uma forma de enxergar os sonhos na Academia Team Fight Club, em Cabo Frio. E agora somos nós que, com os próprios olhos, vemos mais uma bela história de superação.

– A Sarah descobriu o taekwondo por causa do irmão dela, que pratica com a gente. E percebi que durante algum tempo ele passou a frequentar as aulas com certa tristeza. Conversando com ele, descobri que a tristeza era porque a irmã também queria praticar luta, mas não era aceita em nenhuma academia por ser deficiente visual. Nunca ouvi falar em nenhum lutador de Taekwon-Do que tenha deficiência visual, por isso me assustei um pouco com a ideia, mas mandei que trouxesse a Sarah e desde então ela está treinando com todos os outros alunos, e virou a queridinha do grupo – comentou Sabon Edson - um dos treinadores.

Adan Sanchez, outro instrutor, sente que receber a pequena Sarah para treinar com os alunos do Team Fight Club “é um grande aprendizado”.

– Quando Sabon Edson me falou da Sarah confesso que fiquei assustado porque, assim como ele, também nunca ouvi falar que existam lutadores de taekwondo que sejam cegos. O aprendizado acontece na atenção aos gestos, na harmonia dos movimentos. Então, como mostrar isso a alguém que não enxerga? Para mim foi um enorme desafio. Um aprendizado que vou levar para sempre. Tive que aprender junto com ela, entendendo a forma dela perceber as coisas. Me emocionei com a força de vontade dela – contou Sabumnin Adan, lembrando que “embora o taekwondo praticado na academia seja uma arte marcial, uma filosofia de vida, e não o esporte olímpico propriamente dito, ele acaba despertando muitas coisas positivas nos jovens”.