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Região em clima de Fla-Flu

Torcedores fazem últimos preparativos e opinam sobre quem será campeão carioca

06 maio 2017 - 10h16Por Gabriel Tinoco I Foto: Arquivo Pessoal
Região em clima de Fla-Flu

GABRIEL TINOCO

“O Fla-Flu, já me dizia o meu irmão Mário Filho, o Fla-Flu é um jogo para sempre, não é um jogo para um século, um século é muito pouco para a sede e a fome do Fla-Flu”. O clássico mais charmoso do país ultrapassa as barreiras do tempo nos versos de Nelson Rodrigues. E a final do Carioca também ul- trapassa limites geográficos e chega à Região dos Lagos. Os rivais embarcam em excursões, vibram da sala de casa ou acom- panham a festa do título em bares espalhados pelas cidades. O Fla-Flu será no Maracanã, neste domingo, às 16h. E os bares da Nilo Peçanha, em Cabo Frio, prometem ser um espécie de filial do maraca neste domingo.

O clássico, que não é palco da final desde 1995, ainda possui mais um ingrediente: o Fluminense pode ficar mais próximo do número de títulos do rival, que é o maior vencedor da competição com 33 taças contra 31 do Tricolor.

– É um clássico diferente porque tem muitos anos que o FlaFlu não decide o campeonato carioca, desde o gol de barriga do Renato. O carioca estava com saudade. É um clássico justo, com dos dois melhores times da competição. São os times mais bem montados – afirma a jornalista Luana Macêdo, 26, que tem presença confirmada na final. A rubro negra era criança no histórico gol de Renato Gaúcho em 1995.

– Espero ter mais sorte que no jogo do 3 a 3 – completa.

Já o estagiário Darllan Souza, 22, segue o famoso bordão: “clássico é clássico”. Para ele, tudo pode acontecer na decisão em que ele vai comparecer para apoiar o Fluminense.

– Temos chances. Será um jogo bem disputado e clássico não tem favoritismo. Temos um bom técnico e um bom time para jogar com velocidade. Te- mos tudo para reverter o resultado – diz.

Quem também tem presença garantida é o estudante Breno Chaves, 21, que lamenta a saída do craque rubro negro: Diego.

– O Guerrero pode decidir o jogo para o Flamengo. Depois da lesão do Diego, ele está jogando demais e assumindo a responsabilidade. O atacante está saindo mais da área para buscar o jogo, um papel que não costumava fazer com a presença do Diego. O Diego é um jogador ímpar e o time sentiu a saída dele. Mas o Zé Ricardo (técnico) mudou o esquema e estamos conseguindo fazer bons jogos – avalia.

O clássico também transpõe as barreiras do amor: a contadora Karoline Andrade, 22, é uma tricolor apaixonada, enquanto o marido Rerisson Aguiar, 23, é embaixador da Fla Cabo Frio. Os dois já estão com os ingressos em mãos para assistir a finalíssima.

– Deu uma discussão, porque ele queria ir na torcida do Flamengo e eu, na do Fluminense. Mas decidimos ir no Maracanã Mais, que é na torcida mista. O Fluminense venceu a final da Taça Guanabara e ele não assistiu comigo. Daí, entrei em casa filmando ele, zoando (risos). No último clássico, quando o Flamengo venceu, ele fez a mesma coisa. Mas a nossa brincadeira é saudável. Sabemos os limites um do outro – conta Karoline, que segue confiante no título tricolor.