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aline lopes

Paracanoísta quer disputar Estadual em Cabo Frio

Após perder mobilidade do pé, Aline Lopes se sagrou bicampeã mundial

30 julho 2017 - 10h24
Paracanoísta quer disputar Estadual em Cabo Frio

Com a disputa de mais um Estadual de Canoa Havaiana na Praia do Forte, amanhã, uma prova do crescimento da modalidade em Cabo Frio. A competição terá a presença da paracanoísta Aline Lopes, que perdeu a mobilidade do pé esquerdo, mas não a gana de vitórias. A paratleta especialista na categoria V1 ainda não sabe se poderá participar do campeonato, mas estará lá com sua fiel companheira: “Vou levar a canoa para lá. Não posso perder uma oportunidade dessa”, diz.

A paracanoísta se consagrou bicampeã mundial em Calgary (CAN), em 2012, e em Duisburg (ALE) no ano passado. Em 2010, ela foi atropelada por um idoso na Rua Manoel Francisco Valentim, na Passagem, em Cabo Frio, na ida ao trabalho. Ontem pela manhã, ela ministrou oficina sobre os mistérios da categoria V1 na Pousada Marília, na Ogiva, em Cabo Frio.

– Fiquei me recuperando. Depois, passei por duas cirurgias e fiz fisioterapia. Comecei a entrar na canoagem dois anos depois. Fui convidada para um Estadual em Vitória (ES). Após a disputa, saí campeã no Mundial do Canadá. O lugar onde venci, Calgary, é uma cidade tipo Barretos. Tem rodeio e o pessoal anda igual caubói, com chapéu, blusa xadrez, bota... É uma cidade country – relembra.

Com mais de 30 anos, Aline permaneceu com o sucesso relâmpago. No mesmo ano, ela se sagrou campeã brasileira em Cabo Frio e sul-americana em Buenos Aires (ARG). As vitórias vieram com menos dificuldade do que o reconhecimento na cidade onde mora.

– A maior dificuldade que encontro é o reconhecimento das pessoas. Renho muito reconhecimento, mas, infelizmente, não na minha propria cidade. Se perguntar quem é Aline Lopes, ninguém sabe. Lembro que filmei um vídeo, mandei direto de Portugal, onde fazia um treinamento para me adaptar às condições do tempo para o Mundial da Alemanha.Nele, dizia: torçam por mim, estou representando meu país, minha cidade, meu estado – conta ela, que viria a ganhar o segundo título mundial meses depois.

– O meu acidente que para muitos pode ter sido uma maldição, foi uma benção. Através dele vi que minha vida mudou totalmente. Tive novos sonhos, horizontes, conquistas. Emprego nenhum me daria a oportunidade de conhecer o mundo inteiro.