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Henrique Da Silva é homenageado pelo Olimpia, do Paraguai

Ex-jogador cabista reencontrou colegas em aniversário do título da Libertadores

04 agosto 2017 - 10h35Por Gabriel Tinoco I Foto: Arquivo Pessoal
Henrique Da Silva é homenageado pelo Olimpia, do Paraguai

“A união do grupo foi fundamental”. O desabafo do cabista Henrique da Silva, o Da Silva, resume o Olímpia, campeão da Libertadores de 2002: um grupo que usou da união para superar times como Flamengo, Boca Juniors, Grêmio e São Caetano. O mesmo espírito ‘copeiro’ levou o ex-lateral a reencontrar os velhos companheiros na sede do Olímpia, em Assunção (PAR), na segunda – exatos 15 anos depois do tricampeonato em pleno centenário do clube.
– O combinado é que agora vamos nos reunir nessa data em todo ano. Tudo para comemorarmos e ficarmos mais perto um do outro – revela.  
O atleta chegou ao modesto Cerro Corá (PAR) em meados da década de 1990. O lateral foi contratado pelo Cerro Porteño. Após rápida passagem pelo Atlético Mineiro, Da Silva acertou com o Olímpia em 2000. No maior time do país, ganharia mais bagagem na Libertadores.
– Os árbitros eram muito caseiros. Davam tudo para o time da casa. Certa vez, jogamos na Colômbia contra o América de Cali. O exército estava nas ruas. Dentro de campo, os jogadores  nos ameaçavam: “se ganharem a partida, não vão sair vivos. Nosso time é de traficante”.
Naquele ano, o time cairia na fase de grupos. Porém, em 2002, veio a redenção. Os paraguaios lideraram a chave do Flamengo com 11 pontos. Os rubro negros não conseguiram passar da primeira fase. Segundo ele, os brasileiros não sabem lidar com a catimba.
– Antigamente os times brasileiros não entravam com tanta vontade de vencer a Libertadores. Não era prioridade. Hoje em dia é. É um jogo com muita catimba e os brasileiros não aprenderam a lidar com essa pressão – analisa o ex-lateral do Olímpia, que derrotou o Flamengo por 2 a 0 em casa e conseguiu empate sem gols no Maracanã.
Apesar da boa campanha na fase de grupos, o clube começou a sonhar com o título após encarar o todo poderoso Boca Juniors nas quartas. O Olímpia segurou  o empate por 1 a 1 na temida La Bombonera. O resultado permitiu que uma vitória simples em Assunção mandasse o atual bicampeão da América de volta para casa.
– Foi memorável ver o estádio lotado. Não dá para escutar nada. A torcida não para de cantar. Além disso, o time tinha Riquelme, Tévez, Palermo... Outro jogador que me lembro bem era o Schelotto, que jogava justamente pelo meu lado. Realmente era complicado de marcar. O Riquelme também era muito inteligente. Ele que organizava, era o cara do time.


* Confira matéria completa na edição de sexta da Folha dos Lagos