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Eduardo Hungaro sonha alto para o Campeonato Carioca

Treinador da Cabofriense afirma que torcedores podem esperar bons resultados em 2016

31 dezembro 2015 - 12h09

Eduardo Hungaro é um sonhador. Não se intimida e já chega falando em título, mesmo com a realidade financeira nada otimista e um tanto escassa. Mesmo sem dinheiro em caixa, o técnico promete uma ‘equipe engraçada’ para os torcedores da arquibancada do Correão. O ex-técnico do Botafogo completou o primeiro mês de treinamentos e gostou do que viu e promete trabalhar o controle da posse de bola para ter uma Cabofriense avassaladora neste Campeonato Carioca.

— Trabalhamos para fazer o melhor no campeonato. Temos um orçamento muito enxuto, mas falo de título todo dia desde que cheguei. O que é um homem sem sonho? O homem sonha, Deus permite e a obra nasce. Existe aqui uma qualidade individual e coletiva. Além disso, estamos conversando com jogadores importantes, que conhecem a competição e vão chegar no início de janeiro. Eles vão encorpar o grupo. Mesmo com o orçamento bem enxuto, bem dentro da realidade da Cabofriense, vamos ter como se diz em Portugal uma ‘equipe engraçada’ — comentou o treinador, que confia de olhos fechados em seu elenco.

— Trabalhamos muito forte e a resposta dos atletas tem sido muito boa. Foi um mês proveitoso, um mês de observação, de avaliação e também de preparação para o Carioca do ano que vem. Acredito em um pontapé inicial bem legal — avaliou, repleto de otimismo.

Num ano em que dois dos melhores times do planeta, isto é, o Barcelona e o Bayern, valorizam completamente a posse de bola, a modesta Cabofriense pretende seguir os mesmos passos desses gigantes do mundo da bola.

— O mais importante no futebol é a forma de jogar. Nós vivemos uma época em que a avaliação, o trabalho dos treinadores, está acima de armar bem ou mal a equipe. A equipe taticamente estar bem posicionada e ter uma definição tática do que vai fazer é muito importante. Hoje, vemos a importância dada ao futebol do aspecto de como jogar: com a posse de bola, em transição direta, em passes curtos. Eu, particularmente, gosto de jogar com passes curtos, com muita movimentação, com uma equipe que controle o jogo, faça da posse de bola um objetivo, crie jogadas de gol, com muita mobilidade na frente, velocidade, profundidade, largura... São conceitos passados diariamente para os jogadores e a assimilação está sendo muito boa.

Se a primeira impressão é a que fica, a garotada da base da Cabofriense pode ficar tranquila. Hungaro aposta no bom desempenho dos meninos neste Carioca.

— A primeira impressão é excelente. São meninos muito inteligentes, que não se intimidam. São fortes fisicamente e qualificados tecnicamente. Claro, são jogadores que estão no meio de completar sua formação, portanto, é natural que oscilem num campeonato pesado e difícil como é o Carioca. Mas a população de Cabo Frio e a torcida da Cabofriense podem esperar ótimos frutos desses meninos.