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tocha olímpica

Chama que não apaga: moradores da região falam da expectativa de carregar tocha olímpica

Entre os escolhidos para a honra em Cabo Frio estão a canoísta Dayone Rossi e a professora Natália Hoffman

15 junho 2016 - 10h23Por Gabriel Tinoco

Quando a Chama Olímpica percorrer as cidades da Região dos Lagos, um capítulo será escrito em diferentes histórias. A Folha ouviu as pessoas que terão a responsabilidade de conduzir o principal símbolo dos Jogos de 2016 ao Maracanã para abertura das Olimpíadas, no dia seis de agosto. E não se enganem, a ansiedade é grande.

A condução representa muito para a canoista cabofriense Dayone Rossi pela mensagem que o símbolo passa e pela ligação da atleta com o esporte desde a infância.

– Foi interessante porque desde criança tive vontade de ser atleta. Fui me tornar mais tarde. Venho fantasiando desde nova. E foi ainda mais importante por passar aqui pela região. Além disso, a Tocha simboliza a união entre os povos de todos os continentes. Há uma mensagem muito bela nisso.

Dayone também tem um sonho de infância e, muito por isso, a caminhada com a Tocha em mãos tem muita representatividade.

– O legal é que foram indicações por pessoas até que não conheço. A canoa havaiana não é olímpica, é preciso que saia outra modalidade de canoagem. Há muitas nos Jogos. Então, é como se a canoa havaiana estivesse numa lista de espera ao lado de outros esportes. Para um entrar, outro tem que sair. Sendo bem fria, é muito difícil que eu participe como atleta. Praticamente impossível. Não acredito que aconteça nem na próxima (2020). A lista de esporte é enorme e vou estar bem mais velha.Mas quem sabe como treinadora? Nesse caso, vislumbro sim. Mas carregar a Tocha vai ser uma emoção já muito grande. Será uma realização – revela.

A professora Natália Hoffman, moradora de Cabo Frio, mostrou a um dos patrocinadores (Nissan) a sua história como incentivadora de corredores.

– Fui escolhida em uma promoção dos patrocinadores da Rio 2016, que se chama ‘Quem Se Atreve’. Nesse caso, o patrocinador iria escolher as histórias que mais se identificam com espírito olímpico. A partir dessa promoção, fui selecionada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Contei minha história como professora de Educação Física e pela minha trajetória no esporte. Tenho minha carreira voltada para motivar mulheres em busca de emagrecimento, qualidade de vida e bem estar. Sou corredora amadora com grandes conquistas em competições de corrida.Sou Diretora de uma ONG,a Arcolagos que é destinada a atletas e corredores da Região dos Lagos – conta.

Ela também revela que a caminhada é um sonho antigo.

– É um sonho realizado, um momento único. Sempre sonhei em ser atleta profissional, mas, por motivos de trabalho e estudo, não pude me dedicar. Participar desse momento das Olimpíadas é como se fosse uma atleta. É também emocionante poela história das Olimpíadas na Grécia antiga. O fogo era um símbolo de paz no momento de guerras.Se assemelha com o que acontece hoje no país. Que o espírito olímpico e as olimpíadas tragam paz nesse momento de crise – completa ela, que acompanha o revezamento e se emociona em toda vez.

Em Búzios, uma moradora símbolo carregará a Tocha: é a matriarca quilombola, Eva Maria de Oliveira Conceição. Dona Eva, aos 105 anos, pode se tornar a mulher mais velha a fazer a trajetória com o símbolo em mãos.