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Carlos Alberto Torres

Cabofrienses homenageiam Carlos Alberto Torres

Morto esta semana, eterno Capitão do Tri teve passagem no comando do Tricolor Praiano em 2001

29 outubro 2016 - 15h57Por Texto: Gabriel Tinoco | Foto: Arquivo Pessoal
Cabofrienses homenageiam Carlos Alberto Torres

HERDEIRO - Considerado seu sucessor na lateral, Leandro (E) foi treinado pelo Capita no Fla em 1983

O videoteipe do gol de Carlos Alberto Torres – o que selou a campanha do tricampeonato mundial – deu fama mundial ao ex-lateral-direito. Um dos maiores em sua posição, o ‘Capita’ veio parar na Cabofriense para ser técnico no Carioca de 2001. A passagem foi discreta, a campanha também, mas o comandante usou da fama para levar o time ao Caribe – na primeira e única viagem internacional do Tricolor.

Um dos que tiveram o privilégio de conhecer o jogador, que teve passagens por Santos, Fluminense, Botafogo, foi o goleiro Flávio, um dos grandes ídolos da história da Cabofriense.

– É um cara muito bom de trabalho. Aprendi muita coisa boa com ele. Era um cara que sempre levava tudo muito a sério e com responsabilidade e profissionalismo. Assim que chegou a febre do showbol, tive o prazer de ser treinado por ele novamente na equipe do Fluminense – revela.

O ídolo do Flamengo, Leandro, foi comandado por Carlos Alberto Torres na campanha do título do Brasileirão do rubro-negro de 1983. O craque não poupou elogios ao ex-técnico da Gávea.

– Era meu amigo. Além de ter sido um craque, era um ser humano maravilhoso. Por onde passou foi referência como jogador e profissional, um verdadeiro líder. Com certeza o futebol mundial está de luto, porque é um dos mais importantes jogadores da história – disse.

O craque seguiu um caminho parecido nos gramados. Assim como o Capita, Leandro começou na lateral-direita e depois foi para a zaga.

– Acompanhei sua carreira desde a Copa de 1970 até quando parou. Em 1976, quando cheguei ao Flamengo, ele estava saindo. Carlos Alberto foi um dos primeiros laterais que marcavam e apoiavam o ataque com desenvoltura. Quando os joelhos não suportaram mais, foi para a zaga e jogou muito. Eu segui pelo mesmo caminho, pois tive problemas com o joelho também. Na verdade existe algo em comum. Quem me inspirou a jogar foi o meu eterno ídolo Zico, mas com certeza ele foi referência – explica Leandro, enaltecendo o ex-jogador.