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Cabofriense na versão 2.0 para janeiro

Preparador Bráulio Pinheiro está otimista para a estreia no Carioca

12 janeiro 2016 - 09h40

Se as limitações financeiras são um empecilho para a Cabofriense neste Campeonato Carioca, por outro lado, o condicionamento dos atletas deve estar tinindo em janeiro. A Folha entrevistou o preparador físico do clube, Bráulio Pinheiro, que, ao lado do auxiliar Adriano Lancetta, farão de tudo para colocar o time para ‘voar’ em campo.

Folha dos Lagos No Carioca, há a maior série de jogos do time. Como está o preparo dos atletas?

Bráulio Pinheiro – Posso dizer que estamos bastante adiantados, porque antecipamos a preparação para dezembro. Então, os atletas estão a um mês treinando. No início, nos preocupamos em observar os atletas, melhorar a capacidade geral e a estrutura corporal para poder receber uma carga mais forte. No mês de dezembro, preparamos o atleta em termos gerais para preparar as partes mais específicas em janeiro. Vão entrar no campeonato desde o primeiro jogo com uma condição 100%. São poucos jogos nessa primeira fase, que, como o Hungaro mesmo diz, é uma mini Copa do Mundo, isto é, precisa estar bem condicionado logo nos primeiros jogos. Nós vamos ter algumas semanas com dois jogos neste Carioca. Portanto, estamos simulando essa situação em janeiro para poder se apresentar bem na competição. Na segunda fase, é um jogo por semana, o que facilita a recuperação dos jogadores.

Folha – Quais atividades você tem feito com os jogadores?

Bráulio – Em dezembro, fizemos muito trabalho de resistência: resistência de força, muscular localizada, que prepara o organismo, e a estrutura dos atletas, para suportarem uma carga maior. Já em janeiro, a preparação foi muito mais específica: velocidade, agilidade, explosão, força rápida. Tudo para que eles tenham uma condição mais pró- xima do jogo e mais específica dos movimentos que ele precisa.

Folha – Os atletas estão preparados para lesões?

Bráulio – Sim, estão preparados, porque a fizemos um trabalho de prevenção, propriocepção e reforço muscular na academia. Além disso, com o trabalho específico do jogo, eles estão mais preparados para situações que realmente acontecem durante a competição.

Folha – Qual é o impacto para os atletas caso o Correão não seja liberado?

Bráulio – A notícia que a gente tem é que o Correão vai ser liberado. Mas, caso não seja, devemos em algum lugar perto e não haveria nenhum impacto. Impacto seria mais motivacional, pela questão da torcida que, quando estamos no Correão, é uma força a mais e pelo conhecimento do campo também.

Folha – O preparador Bráulio Pinheiro é exigente?

Bráulio – Sim, sou muito exigente. Mas trabalho mais com a conscientização dos atletas. Digo para eles que eu sou um facilitador do trabalho deles. Dou ao atleta aquilo que ele quer. Se o cara quer chegar numa competição para fazer um ótimo campeonato, com o melhor físico possível, sou o cara que, junto com o Adriano, vai facilitar a vida dele. Ele não está fazendo isso para mim. Está fazendo para ele. Quem terá o retorno é ele.

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