Assine Já
sábado, 04 de julho de 2020
Região dos Lagos
23ºmax
16ºmin
TEMPO REAL Suspeitos: 325 Confirmados: 2996 Óbitos: 179
Suspeitos: 325 Confirmados: 2996 Óbitos: 179
Suspeitos:
Confirmados:
Óbitos:
Suspeitos Confirmados Óbitos
Araruama 260 584 40
Armação dos Búzios X 250 6
Arraial do Cabo 11 73 11
Cabo Frio X 943 58
Iguaba Grande 13 207 20
São Pedro da Aldeia 24 455 16
Saquarema 17 484 28
Últimas notícias sobre a COVID-19
Bruno Schmidt

Bruno Schmidt é Cabo Frio na final olímpica do vôlei de praia

Atleta deu primeiros saques e cortadas nas areias da Praia do Forte

18 agosto 2016 - 09h15Por Fernanda Carriço
Bruno Schmidt é Cabo Frio na final olímpica do vôlei de praia

Muita gente não sabe, mas a final do vôlei de praia masculino, hoje, às 23h59, nas areias de Copacabana, tem um gosto de Praia do Forte. Isso porque um dos melhores jogadores do mundo, Bruno Oscar Schmidt, 29, é cabofriense. Nascido em Brasília, Bruno veio para Cabo Frio com apenas 20 dias e morou na cidade até os 12 anos. E mais: foi nas areias da Praia do Forte que ele começou a praticar o esporte que pode lhe render a cobiçada medalha de ouro na partida de hoje. Ele e Alisson Cerutti enfrentam os italianos Paolo Nicolai e Daniele Lupo.

– Bruno é cabofriense. É filho da terra. Passou toda a infância aí. Adora a cidade. Sente-se em casa quando vai a Cabo Frio passar férias. Tem uns três anos que ele passou os 30 dias que teve lá. Ele conhece a cidade toda. Foi na Praia do Forte que ele começou a jogar. Antes só queria saber de surfar, mas lá pelos 10, 12, começou a jogar vôlei de praia comigo. Eu o levava para incentivar a parceria de pai e filho. O primeiro treinador dele foi o Candango, que tinha uma escolinha na praia – conta o eufórico Felipe Schmidt, pai do campeão mundial, que era piloto da Base Aérea Naval de São Pedro na época.

Candango, ou melhor, Ricardo Augusto, jogador de vôlei e responsável pelo Centro de Treinamento da Praça de São Cristóvão, também lembra que o então pequeno Bruno ia para a praia com o pai e já se destacava, “tinha um diferencial”. Segundo o ex-treinador, apesar dele ter saído da cidade aos 12, a ligação com a família de Bruno continuou.

– O Felipe e eu continuamos muito amigos, porque além de tudo disputamos torneios como dupla na época. Lembro quando o Bruno foi embora de Cabo Frio, chamei o Felipe e falei: não deixa ele parar não. Procura o Fernando, no Rio, para ser treinador dele e assim foi feito – relembra Candango.

Quando criança, Bruno (à esq.) participou de vários de torneios na cidade (Arquivo Pessoal)

Para ele, mais que uma medalha de ouro, a história do Bruno deve servir de exemplo para as crianças da cidade.

– A gente acha que Cabo Frio está distante de tudo, que essas coisas só acontecem nos grandes centros. Mas não, Cabo Frio está aí. Isso deve abrir os olhos das crianças que sonham e dos patrocinadores também. O caminho existe – declara o treinador que diz “sim, essa medalha tem gosto especial”.

Da mesma opinião é a ex-professora de Bruno no Instituto Santa Rosa, escola em que estudou no período que morou em Cabo Frio. Juliete D’Amato dos Santos está eufórica e já prepara a garganta para gritar muito, pois também se sente parte desta história. A educadora relembra de um aluno excelente, inteligente e estudioso – uma criança que tinha tudo para uma carreira brilhante, fosse no esporte ou outra carreira que desejasse seguir.


– Naquela época, como ele vinha de uma família de esportista (Em tempo: Bruno é sobrinho de Oscar Schmidt), imaginava que seguisse esse caminho. Mas não imaginava que poderia hoje estar próximo de ser campeãoolímpico. Ter feito parte de sua infância certamente me deixa orgulhosa. Que ele tenha toda garra para chegar ao ouro olímpico – finaliza Juliete.

(*) Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira da Folha.