Assine Já
sexta, 23 de outubro de 2020
Região dos Lagos
27ºmax
16ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 9419 Óbitos: 486
Confirmados Óbitos
Araruama 1914 111
Armação dos Búzios 582 10
Arraial do Cabo 298 15
Cabo Frio 3084 168
Iguaba Grande 826 38
São Pedro da Aldeia 1456 71
Saquarema 1259 73
Últimas notícias sobre a COVID-19
Lutador

Alexandre Cirne usa persistência para fazer uma carreira de sucesso

O lutador fala sobre as dificuldades e a ascensão no MMA

11 dezembro 2015 - 11h15Por Gabriel Tinoco

Alexandre Cirne e Daniel Hortegas esperavam o anúncio do vencedor de luta transmitida pelo Canal Combate. Foram três rounds. Três árbitros para definir o resultado. Não havia ansiedade para Alexandre, apenas a certeza de mais uma vitória, a sétima do seu cartel. Foi com essa mesma tranquilidade que o peso galo Alexandre, 27 anos, 1,72, falou à Folha das dificuldades, da sua carreira e do principal segredo para uma carreira de sucesso: “não desistir jamais”.

– Eu tinha certeza que ti­nha ganho. Dava para perceber pelo desenvolvimento da luta. Conclui mais, dei golpes mais contundentes. Perdi o segundo round. Nele, cheguei a tomar um ‘knockdown’ (quando um luta­dor é derrubado, mas se levanta antes de se concretizar o nocau­te). Estava bem até então, até vi­nha ganhando o round, mas to­mei o golpe e ele caiu por cima. Fiquei amarrando até me recu­perar. Mas me recuperei no ter­ceiro round e ganhei claramente – comenta o lutador da academia Nova União e do Centro de Trei­namento Luiz Alves, descartan­do qualquer nervosismo.

– Já luto há três anos. Estou habituado. Para mim é irrelevan­te ser transmitido em rede nacio­nal ou não. Ainda assim, venci por decisão unânime.

Aos oito anos, Alexandre iniciaria sua carreira no judô. Mas a sua ligação com o espor­te vem das piscinas, há ainda mais tempo.

– No judô estou há quase vinte anos. Para chegar até aqui preci­sei de muita dedicação. Larguei tudo para fazer o que amo. Mi­nha mãe e meu pai foram meus grandes incentivadores. Queria fazer luta e eles me colocaram no judô. Mas minha vida toda foi ligada ao esporte. Nado des­de os dois anos. Mas uma hora a paixão pela luta falou mais alto – relembra.

A primeira paixão a gente nunca esquece. E Alexandre leva os ensinamentos do judô até os dias atuais consigo.

– O judô foi muito importante na minha formação. Aliás, para falar a verdade, até hoje me aju­da muito na parte de quedas. Te­nho bastante do judô comigo.

Sem nenhum confronto agen­dado por enquanto, o lutador comemora a boa fase e exibe um cartel de causar inveja nos adversários: sete vitórias, uma derrota e nenhum empate.

– Isso é fruto de muito treino, dedicação e aprimoramento. O primeiro de tudo é acreditar em si mesmo. Acreditar, que tudo é possível e que basta muito traba­lho e dedicação. Ninguém disse que é fácil, aliás, nunca vai ser. Mas se você não fizer por você mesmo, ninguém vai fazer.

Alexandre lamenta a falta de oportunidades aos inúmeros ta­lentos locais.

– Quem quer lutar profissio­nalmente, tem que sair. Tudo por questão de apoio, treino, estru­tura para um atleta profissional. É muito dificil. Você quer ser o melhor? Então tem que estar entre os melhores. Buscar um diferencial e coisas novas, trei­namentos novos para se profis­sionalizar e qualificar.

Alguns Brasileiros servem como espelho para o cabofrien­se. Ele não esconde a admiração pelo mestre Petterson Melo.

– Não usaria a palavra ídolo, mas admiro muito e procuro me espelhar nos campeões José Aldo e Rafael dos Anjos, além de gran­des nomes como Dominick Cruz e Tj Dillashaw. Gosto muito da forma de lutar deles. Um em es­pecial é o meu mestre Petterson Melo, que era top 10 do mundo na época era Vale Tudo. Para mim até hoje é o melhor desses.

Alexandre também vê com bons olhos a inclusão das mu­lheres no octógono.

– Com o crescimento do MMA no mundo, era natural a inclusão de categorias femininas nos maiores eventos. Isso é muito bom para o esporte, em todos os aspectos. Quanto mais adeptos e praticantes, mais investimento temos. Vemos mulheres com o nível tão bom quanto os homens – finaliza.