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MARCADO NA HISTÓRIA

A alegria de ser rubro-negro

Flamenguistas de Cabo Frio comemoram títulos da Libertadores e do Brasileirão

25 novembro 2019 - 19h52Por Rodrigo Branco
A alegria de ser rubro-negro

O título da Taça Libertadores da América depois de 38 anos e o heptacampeonato brasileiro em apenas um fim de semana fez com que os flamenguistas comemorassem em dobro.

O grande número de torcedores rubro-negros com a camisa do time pelas ruas de Cabo Frio mostravam o orgulho de ostentar o manto vencedor como a segunda pele.

Duro mesmo foi levantar para trabalhar ou estudar depois de tanta festa, certo? Não para a funcionária pública Juçara da Conceição que celebrou com churrasco a conquista das taças até as 22h de domingo.

– Achei que não ia virar, mas botei fé. Valeu a pena – disse a Juçara, vestida com a camisa 9 do herói da decisão, o artilheiro Gabigol.

Um grupo de estudantes improvisava uma roda de altinha em plena Praça Porto Rocha depois de 24 horas de intensa comemoração. Ainda se refazendo da emoção, a jovem já pensa no Mundial de Clubes, no mês que vem.

– Acordei feliz e com a adrenalina em alta. É óbvio que já estamos pensando no Mundial. No jogo contra o River, na hora do gol, eu surtei – disse Caroline Vitória, enquanto se ajeitava para posar para uma foto.

O aposentado José Carlos Medeiros, de 74 anos, reviveu a sensação de felicidade de conquistar a América depois de 38 anos, mas segundo ele, a emoção de 1981, quando Zico, Júnior e o cabofriense Leandro levantaram a taça, foi maior.

– Na outra vez, eu era mais jovem e bebia. Hoje eu não bebo mais – comenta, saudoso, o senhor, que já diz que já esperava pela dupla conquista.

O efeito Libertadores já tem consequência no comércio. Na loja temática do clube no Shopping Park Lagos, a procura por camisas e outros artigos cresceu bastante, assim como o rendimento do time de Arrascaeta, Bruno Henrique e Éverton Ribeiro após a chegada do 'Mister' Jorge Jesus ao clube.

– O céu é o limite. A loja vai vender bastante. O fluxo é muito grande. Os estoques já estão todos esgotados. A procura está grande não só por camisa. É por acessório, boné, relógio, kit churrasco. O pessoal está abraçando a causa e levando literalmente o Flamengo para casa - disse o vendedor Felipe Gilio.

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