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Victorino Carriço

Victorino Carriço 105: uma homenagem ao 'Poeta da Alegria' e ao seu legado

Familiares falam das lembranças e da saudade que têm do 'Santinho'

29 julho 2017 - 19h54Por Gabriel Tinoco I Foto: Reprodução
Victorino Carriço 105: uma homenagem ao 'Poeta da Alegria' e ao seu legado

Victorino Carriço legou em seus poemas a terra, o amor, os hinos, o luar, a música, a poesia... O poeta, natural de São Pedro da Aldeia, completaria 105 anos neste sábado (29) e mostra, em pleno aniversário, que permanece vivo na memória dos admiradores de sua obra. A semana foi de homenagens das prefeituras de Cabo Frio e Ar­raial ao poeta, que também foi lem­brado em Cabo Frio no Programa do comunicador Amaury Valério.

'Santinho', como era conhecido, compôs os hinos do Colégio Franciscano Sagrado Co­ração de Jesus, dos municípios de Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio. Além disso, Victorino é o autor dezenas de músicas.

O violonista Junior Carriço, neto do poeta, vê a obra presente até nas gerações mais novas.

– (Victorino) Carriço continua vivo na voz de cada criança que en­toa seus hinos. Vivo na Casa da Po­esia, sua casa em Arraial, onde os alunos das escolas vêm conhecer sua história e seu legado artístico. E está vivo através de seus descen­dentes, que levam sua obra aonde for preciso – diz.

A também neta Fernanda Carri­ço também tem o avô vivo na me­mória.

– Ele contava histórias quando a gente chegava de Cabo Frio, de­clamava poesia. Estava sempre muito animado. Comemoraria o aniversário dele hoje, se esti­vesse vivo, cozinhando para ele. Faria a comida que ele quisesse, deitaria na cama com ele para ouvir as histórias dele e contar as minhas também – revela, não sem nostalgia.

A filha do poeta (nome de uma coluna que manteve na Folha entre 2014 e 2015), Ercília Carriço fala sobre a estreita ligação de Victorino com Cabo Frio, sua natureza e monumentos.

“Ele contava que estava um pouco chateado e foi andar pela cidade. Chegando no canto da Praia da Forte, começou admirar o Forte, a paisagem e os pescadores trabalhando, e então surgiu a inspiração do hino. Ele tinha muito amor por Cabo Frio”, disse, ao site da prefeitura. 

Nascido na Ponta do Ambrósio, o poeta foi delegado de polí­cia, banqueiro e vereador, sendo em 1973 o mais votado de Cabo Frio, quando ocupou a presidên­cia da Câmara Municipal (que abandonaria mais tarde). Ele também foi um dos fundadores da Academia Cabofriense de Letras.