Assine Já
quinta, 21 de janeiro de 2021
Região dos Lagos
29ºmax
22ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 21341 Óbitos: 711
Confirmados Óbitos
Araruama 5363 160
Armação dos Búzios 2875 30
Arraial do Cabo 651 33
Cabo Frio 5750 231
Iguaba Grande 1988 50
São Pedro da Aldeia 3048 106
Saquarema 1666 101
Últimas notícias sobre a COVID-19
Artista

Torres do Cabo, quem pintou a cidade de Cabo Frio

Artista ganha homenagem em forma de corredor na Câmara

13 dezembro 2015 - 09h14Por Gabriel Tinoco

Inaugurado na última terça-feira, o corredor cultural Torres do Cabo traz a memória de um homem que pintou Cabo Frio em forma de poesia. Mais do que isso, levou seus quadros e o nome de sua cidade natal aos diversos cantos do mundo, mas sem esquecer da paixão pelo mar, pelas belezas naturais e, sobretudo, por sua terra. A Casa Legislativa espalha oito de suas 13 mil obras pelas paredes para deixar sua obra ainda mais viva.

Eduardo Garcia Torres nasceu num lugar bucólico como suas telas, a Rua Marechal Floriano, no charmoso bairro São Bento, datava 1933. Logo, logo, come­çou a mostrar o talento cedo: pintava ainda criança, com pin­céis e tinta dados pela mãe. Ali era traçado seu destino.

Os laços com a arte nunca foram estreitos. Ainda peque­no, fugiu com uma companhia circense para o Rio de Janei­ro, onde ficaria até completar a maioridade. Nesse tempo, dedi­cou-se intensamente à pintura. A carreira também mostra traba­lhos como cenógrafo no SBT e na Globo, além de contribuições como sambista e poeta. Mas a pintura sempre foi o centro de seu trabalho.

Seu neto e um dos maiores memorialistas de sua obra, o professor Rafael Torres relem­bra o que pouca gente sabe.

– Torres do Cabo vive nos seus traços, nos seus quadros, na sua pintura. Na passagem do papa pelo Rio, o então prefei­to Ivo Saldanha pediu ao meu avô um quadro. Ivo presenteou o papa com o quadro ‘Dunas de Cabo Frio’. Além disso, um ami­go veio me contar que encontrou uma obra dele numa escola de aprendiz de marinheiro em Per­nambuco. Sou apaixonado por ele. Luto para ninguém nunca esquecer desse grande artista.

Os projetos para resgaste de­verão alavancar ainda mais no ano que vem. Dentre eles, o lançamento do livro ‘Pintando Cabo Frio’, um sonho não con­cretizado pelo artista.

– Um dos projetos é o livro ‘Pintando Cabo Frio’, que ficou na gaveta nesses anos de ausên­cia do artista, mas é um projeto para 2016. Tenho uma ideia de distribuir a ‘Cartilha Torres do Cabo’ para resgate da história dele e de outros artistas da ci­dade. Para aprendermos a valo­rização principalmente do cabo­friense – comenta Rafael.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste fim de semana