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Artista

Torres do Cabo, quem pintou a cidade de Cabo Frio

Artista ganha homenagem em forma de corredor na Câmara

13 dezembro 2015 - 09h14Por Gabriel Tinoco

Inaugurado na última terça-feira, o corredor cultural Torres do Cabo traz a memória de um homem que pintou Cabo Frio em forma de poesia. Mais do que isso, levou seus quadros e o nome de sua cidade natal aos diversos cantos do mundo, mas sem esquecer da paixão pelo mar, pelas belezas naturais e, sobretudo, por sua terra. A Casa Legislativa espalha oito de suas 13 mil obras pelas paredes para deixar sua obra ainda mais viva.

Eduardo Garcia Torres nasceu num lugar bucólico como suas telas, a Rua Marechal Floriano, no charmoso bairro São Bento, datava 1933. Logo, logo, come­çou a mostrar o talento cedo: pintava ainda criança, com pin­céis e tinta dados pela mãe. Ali era traçado seu destino.

Os laços com a arte nunca foram estreitos. Ainda peque­no, fugiu com uma companhia circense para o Rio de Janei­ro, onde ficaria até completar a maioridade. Nesse tempo, dedi­cou-se intensamente à pintura. A carreira também mostra traba­lhos como cenógrafo no SBT e na Globo, além de contribuições como sambista e poeta. Mas a pintura sempre foi o centro de seu trabalho.

Seu neto e um dos maiores memorialistas de sua obra, o professor Rafael Torres relem­bra o que pouca gente sabe.

– Torres do Cabo vive nos seus traços, nos seus quadros, na sua pintura. Na passagem do papa pelo Rio, o então prefei­to Ivo Saldanha pediu ao meu avô um quadro. Ivo presenteou o papa com o quadro ‘Dunas de Cabo Frio’. Além disso, um ami­go veio me contar que encontrou uma obra dele numa escola de aprendiz de marinheiro em Per­nambuco. Sou apaixonado por ele. Luto para ninguém nunca esquecer desse grande artista.

Os projetos para resgaste de­verão alavancar ainda mais no ano que vem. Dentre eles, o lançamento do livro ‘Pintando Cabo Frio’, um sonho não con­cretizado pelo artista.

– Um dos projetos é o livro ‘Pintando Cabo Frio’, que ficou na gaveta nesses anos de ausên­cia do artista, mas é um projeto para 2016. Tenho uma ideia de distribuir a ‘Cartilha Torres do Cabo’ para resgate da história dele e de outros artistas da ci­dade. Para aprendermos a valo­rização principalmente do cabo­friense – comenta Rafael.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste fim de semana