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Grupo Especial

Tijuca, Salgueiro e Viradouro são as melhores da primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio

Escola do Borel faz apresentação tecnicamente perfeita e se credencia a disputar o título

04 março 2019 - 20h49Por Texto: Rodrigo Branco | Foto: Adeyemi Oliveira (Ag. O Globo)
Tijuca, Salgueiro e Viradouro são as melhores da primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro foi marcada pela irregularidade nas apresentações das sete agremiações. Ao fim da passagem das escolas, já na manhã desta segunda-feira (4) a impressão que ficou no público e na imprensa especializada é de que a campeã sairá do desfile da segunda noite. Entre perdas e ganhos, destacaram-se na noite  inicial a Unidos do Viradouro e as escolas tijucanas: Salgueiro e Unidos da Tijuca. Beija-Flor, Grande Rio e Imperatriz foram decepções, enquanto o Império Serrano mostrou ser forte candidato ao descenso.

IMPÉRIO SERRANO

Como esperado pela crítica no pré-Carnaval, não rendeu bem a adaptação do clássico "O que é, o que é", de Gonzaguinha, como samba enredo da escola da Serrinha. Durante a execução da obra, apenas o refrão era cantado com maior empolgação. Para piorar a situação, o conjunto alegórico esteve modesto, evidenciando a falta de recursos. Em algumas alas, havia bom gosto nas fantasias, mérito do carnavalesco Paulo Menezes. Mas o abstrato enredo acabou sendo executado de forma confusa. No total, só um milagre deve salvar a tradicional escola de Madureira do rebaixamento para Série A.

UNIDOS DO VIRADOURO

Fiel à sua estética hollywoodiana, o carnavalesco Paulo Barros acertou dessa vez, com um desfile divertido e cheio de surpresas. O enredo sobre uma história fantástica contada pela vovó do narrador foi passado com clareza e bom humor. Fantasias e alegorias estiveram bem acabadas. Mesmo nos quesitos de chão, a escola se houve bem, apesar das limitações do samba, que foi muito bem defendido por Zé Paulo Sierra, a equipe arro de som e pela bateria do sempre competente Mestre Ciça. Vai brigar pelo G-6.

GRANDE RIO

Para quem esperava uma apresentação briosa da Tricolor de Caxias, após as críticas pela virada de mesa no ano passado, a apresentação deste domingo foi um balde de água fria. Muito em função do samba-enredo, que não funcionou, apesar dos esforços do intérprete Evandro Malandro. A expectativa inicial gerada pela divertida e bem realizada comissão de frente esvaiu-se com o decorrer da passagem da escola. Até mesmo nos quesitos plásticos, a escola pecou pela falta de criatividade e até de acabamento, fato incomum na carreira do carnavalesco Renato Lage. Ao fim do desfile, ficou a impressão de que o enredo que discutia a ética do brasileiro rendia, no máximo, um setor da escola  e jamais um desfile inteiro.

SALGUEIRO

A escola tijucana teve o melhor desempenho de canto da noite, junto com a Unidos da Tijuca. A Vermelho e Branco da Silva Telles empolgou os componentes e o público na Sapucaí com seu excelente samba em homenagem ao orixá Xangô. A cabeça da escola (comissão de frente, abre alas e primeiras alas) esteve deslumbrante. Nas alas seguintes, o nível não foi o mesmo, mas ainda assim, muito bom. Ao fim, a agremiação mostrou que vai brigar com força pelas primeiras colocações.

BEIJA-FLOR

A atual campeã entrou na pista de desfiles querendo rebater as críticas recebidas pelo título no ano passado, mas apesar de claramente superior na parte estética, novamente a escola esteve abaixo do seu padrão histórico de desfiles. O mediano samba foi bem cantado pelos componentes (e pelo inexorável Neguinho), mas sem o fervor de outras apresentações. A rica história de 70 anos da brilhante agremiação também não foi passada de forma tão clara. No fim, uma apresentação apenas morna. Deve brigar apenas para ficar no G6, mas a escola de Nilópolis já mostrou que jamais pode ser descartada.

IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

O desfile da escola de Ramos foi problemático.  Ao buscar uma proposta mais leve e bem humorada, acabou apresentando um Carnaval esteticamente modesto e despretensioso. No geral, fantasias estiveram melhores que as alegorias que apresentaram problemas. O abre-alas desacoplou e a escola deve perder pontos. O transtorno causou descompasso na e evolução. O divertido samba foi defendido por Artur Franco, mas não empolgou como no ensaio técnico. Tende a ficar na metade de baixo da tabela.

UNIDOS DA TIJUCA

Uma das maiores vencedoras da década no Carnaval carioca, a agremiação do Morro do Borel sabe como poucas o caminho para pontuar em todos os quesitos. À conhecida organização, agregou-se este ano a genialidade do mestre Laíla. E deu no que se viu: uma escola compacta, cantando a plenos pulmões o samba em feitio de oração e muita teatralização das alas. Praticamente emulando a Beija-Flor dos bons tempos. Como de costume, a bateria de Mestre Casagrande saiu-se impecável. O conjunto plastico estava imponente e o enredo sobre a história do pão, que também falava sobre a fome e os problemas sociais, foi bem contada em fantasias e alegorias. É candidatíssima ao título que não vem desde 2014.