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fantasia

Super-heróis e adereços fazem a cabeça do folião cabofriense

Hábito de se fantasiar não sai de moda nos blocos da cidade

06 fevereiro 2016 - 22h42Por Rodrigo Branco
Super-heróis e adereços fazem a cabeça do folião cabofriense

Demorou, mas chegou ao fim a espera. O decreto real de Momo foi dado e, para muitos, os próximos quatro dias serão a oportunidade de deixar momentaneamente de lado os problemas e embarcar na fantasia. Seja ela de odalisca, Mulher Gato, índio ou cowboy. Presidiário ou político. Nesse caso, para mostrar que mesmo na folia, a ilusão pode tocar a mais dura realidade.

Aliás, as agruras nacionais e locais, de certa forma, foram as responsáveis pelo aumento de última hora no movimento das lojas que vendem artigos carnavalescos no centro de Cabo Frio. Com a grana curta, até uma semana atrás as lojas estavam às moscas. Mas com a forcinha dada pelo calendário, que coincidiu a festa com o pagamento da maioria dos trabalhadores, o cenário mudou e, ontem, por exemplo, o faturamento já era digno de confetes. Na loja de roupas Casa Branca, que nessa época investe nas fantasias infantis e nas máscaras femininas, a procura aumentou bastante.

– Está mais difícil este ano. Mas graças a Deus o nosso estoque está acabando, estamos conseguindo vender. Tem saído muita fantasia de bebê: príncipe, borboleta, Homem Aranha... Todo ano, os super-heróis vendem bastante – comentou a gerente da loja, Marcela Reis.

A poucos metros dali, na Sepol, especializada em artigos carnavalescos, estava difícil se movimentar pelos corredores. Mesmo no proclamado ‘carnaval da crise’, era grande a procura por adereços como colares havaianos, tiaras, plumas, enfeites entre outros badulaques. De acordo com o supervisor de loja Paulo Roberto, a máscara de Dilma Rousseff é outro sucesso de vendas, em que pese a popularidade em baixa da presidenta.

– Mas o que o povo, principalmente quem está vindo do Rio, tem procurado mesmo é a do ‘Japonês da Federal’ (o agente da PF, Newton Ishii), mas essa a gente não recebeu – afirmou o supervisor.

E é justamente a possibilidade de pode viver outras vidas o que mais instiga o folião. Romântica ou irreverente, a vestimenta carnavalesca é a oportunidade de expressar sentimentos muitas vezes tolhidos ao longo de longos 361 dias por ano. A princípio, a comerciante Stefany Pelegri, 30, buscava roupas de rei e rainha para ela e o namorado. Com a ajuda de uma amiga, também experimentou uma de Minnie e outra de Irmão Metralha. Estava indecisa quanto ao modelo ideal, mas convicta do amor ao Carnaval.

– Não costumava me fantasiar, mas passei a fazer de uns tempos pra cá e gostei. É a chance de poder se libertar nesse momento – filosofa.
Vestida como a namorada do Mickey Mouse, a vendedora Dayane Britto deu de ombros para o fato de trabalhar enquanto outros se divertem. Engana-se quem pensa que na saída do serviço o roteiro será de descanso.

– Que nada! Saio daqui e vou direto para o bloco – animou-se.

Tudo bem. Não há problema nenhum em se exceder a alegria, desde que com responsabilidade e respeitando o direito alheio. Afinal, como diz a clássica marchinha ‘Máscara Negra’, de Zé Kéti, “ninguém há de levar a mal, pois hoje é Carnaval”.