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Sucesso nas pistas, Mari dispara:"funkeira não precisa vulgarizar"

Cabofriense fala sobre a turnê de 'Sensualizando', a comparação com Anitta e o início da carreira (veja abaixo o clipe da cantora)

24 julho 2014 - 12h27Por Gabriel Tinoco | Fotos: Johnny Costa
Sucesso nas pistas, Mari dispara:"funkeira não precisa vulgarizar"

Se Anitta é a poderosa, a cabofriense Mari é a sedutora – mas, como faz questão de frisar, sem vulgarizar! É com esse jeitinho que a menina de rosto angelical, sorriso fácil e voz potente já conquistou legião de fãs com a turnê do EP ‘Sensualizando’: são 6.640 visualizações do clipe da faixa-título no You Tube, 9.187 curtidas na página oficial no Facebook e shows de lançamento lotados. Mas não são apenas os números de encher os olhos as semelhanças entre Anitta e Mari. As duas foram criadas na periferia: Anitta em Honório Gurgel, Zona Norte do Rio; Mari no Jardim Esperança, onde frequentou pela primeira vez, aos 14 anos,  um baile funk. E mais: ambas começaram, bem pequenas, a cantar na igreja.

– Já esperava comparações. Afinal, estamos no mesmo segmento, né? Ela é muito guerreira, batalhadora. Apesar das semelhanças, as nossas vozes são bem distintas e eu tenho muito mais tempo de estrada. Comecei bem cedo. A Igreja funciona como uma verdadeira escola para nós, cantoras – explica Mari, que posou para as fotos da Folha no Terminal de Transatlânticos de Cabo Frio.

– Tenho rosto de patricinha. Por isso, coloquei o boné para dar um estilo! (risos) – brincou. Ela dá um pitaco:  não aprovou a cirurgia no nariz de Anitta.

– Preferia antes, mas cada um faz o que quiser com o próprio corpo.

Apesar de ser perita na arte da sedução, Mari defende que “funkeira não precisa vulgarizar”. A cantora não se esquiva da polêmica e diz se incomodar com a inversão de valores na atualidade. Entretanto,  não vê problemas em danças mais ousadas quando há uma razão. 

– Nossos pais são responsáveis em nos dar raízes, mas nós podemos criar asas. É inegável que os valores estão se perdendo cada vez mais no mundo. Essa é a hora em que podemos mostrar que nem tudo que fazemos é vulgar. Uma dança mais sensual no funk tem um propósito. Fico impressionada como as pessoas se preocupam mais com uma dança do que com um ensaio para uma revista erótica. O nu artístico é lindo também e não vejo como vulgar porque tem uma razão. São inúmeras as maneiras em que podemos sensualizar sem vulgarizar. É o que passo bastante no meu dia-a-dia. 

A funkeira viu na dança uma maneira  para melhorar a presença de palco.

– Estou na aula de dança há mais de sete meses. Antes, ficava parada em cima do palco sem saber o que fazer. É importante mudar o visual e a forma de se comportar quando subo no palco.

Antes de entrar de corpo e alma no ‘batidão carioca’, Mari cantou diversos outros ritmos. Teve até incursão pelo universo sertanejo. Isso mesmo: ela já subiu ao palco para fazer segunda voz para Luan Santana e Michel Teló.

– O Luan  Santana se interessou pelo meu trabalho após ver um vídeo no site Youtube. Eu sabia que era uma chance única na vida. Não poderia desperdiçar. Trabalhei com o Luan um ano. Gravei o primeiro DVD dele. E participei do primeiro DVD do Michel Teló. 

Para ela, foram experiências inesquecíveis. Tanto que mantém contato com fãs de Luan Santana até hoje.

– Os fãs do Luan o acompanham em todos os cantos do país. Eles conhecem o baterista, o baixista... a banda inteira! Eles sempre me deram força para a carreira solo. Viajar com um cantor de primeira linha no Brasil me deu um respeito a mais e uma bagagem muito útil para seguir no meu sonho. 

“Fiquei nervosa para ter aceitação do público”

E o retorno à cidade natal é o momento mais marcante para a cantora. Mari  lotou a boate Evidence com um público recorde para o lançamento do projeto ‘Sensualizando’. O mais novo trabalho mostrou porque a funkeira faz tanto sucesso em Cabo Frio. O EP também conta com as músicas ‘Novinha’, ‘Minha Própria Dança’ e a faixa-título. 

– Não vou mentir. Fiquei nervosa para ter a aceitação do público. As pessoas pensam que se apresentar na cidade onde viveu é mais fácil, mas sempre bate um nervosismo. Estive insegura por algum tempo, mas a superlotação da Evidence me tranquilizou um pouco. Hoje, estou confiante que minha carreira tem tudo para dar certo. As pessoas comentaram no dia seguinte que nem artistas renomados tinham feito o que eu fiz. A música toca nas rádios sem parar e tem uma aceitação mesmo sem uma divulgação forte. Isso é fruto de pesquisa em boates da cidade, do Rio de Janeiro e até mesmo de São Paulo.

E os ouvintes cabofrienses comentam a música sempre que encontram Mari na rua. Até as amigas que gravaram o clipe com ela são reconhecidas.

– Muita gente me encontra na rua e começa a falar sobre o clipe. São pessoas que nem conheço. Dizem que estão com a minha música na cabeça. Isso porque não houve ainda uma divulgação mais intensa do meu trabalho – festeja.

– Quem ouviu a música ‘Sensualizando’ sabe que criei umas personagens dentro dela. A Tati do Batom Vermelho, por exemplo, veio falar comigo que a chamaram até pelo nome que criei. É gratificante ver que as pessoas estão com a minha música na mente. Esse é o maior presente para um artista – completa Mari Trindade.

‘Sensualizando’ pode ser escutada através do site www.kickante.com.br/marisensualizando.