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NOVA FASE

Sophia Editora e Folha dos Lagos abrem novo ponto de cultura em Cabo Frio

Espaço abrigará lançamentos de livros, saraus e encontros literários

01 junho 2022 - 12h20Por Rodrigo Branco

Trilhas sonoras de desfiles inesquecíveis na Marquês de Sapucaí, diversos sambas de enredo imortais também ditaram o ritmo da inauguração do novo espaço cultural da Sophia Editora, na noite desta segunda-feira (30), em Cabo Frio. O local recebeu uma noite de autógrafos pelo lançamento do livro 'Unidos da Democracia - As Escolas de Samba do Rio de Janeiro e os enredos políticos da Década de 1980', do ator, professor e historiador Guilherme Guaral.

O evento reuniu amigos e admiradores do trabalho de Guaral, assim como entusiastas do trabalho da editora que, com o lançamento da obra sobre o carnaval carioca do período pós-ditadura, chegou à marca do 30º título lançado. O espaço abriga o acervo de quase seis mil exemplares da Folha.

Aliás, as memórias dos recém-completados 32 anos de trajetória do jornal estão nos detalhes da decoração, como quadros com as capas de edições históricas,  um aparelho de telefone dos primórdios da comunicação por celular e a velha máquina de escrever Remington, de cujas teclas saíram as notícias de Cabo Frio naquele início dos anos 1990.

Para Rodrigo Cabral, diretor e coordenador editorial da Sophia Editora, a inauguração da sede abre um espaço cultural e de memória, que resgata a trajetória e a história do jornal. 

– Vamos, a princípio, abrir o espaço sazonalmente para lançamentos, saraus, encontros literários, debates, lives e reuniões do jornal. E isso significa para a cidade mais um ponto de cultura, mais um espaço cultural – explica. 

O lançamento do livro contou com a presença dos jornalistas Moacir Cabral e Ralph Bravo; da colunista da Folha Marcelle Ponté; do vereador Davi Souza; e do secretário de Comunicação da Prefeitura de Cabo Frio, Marcos Azevedo.

Papel do jornal como apoiador da Cultura 

No local que agora sedia o espaço cultural da Sophia Editora, na Rua Major Belegard nº 502, no Centro de Cabo Frio, funcionava a redação da Folha dos Lagos até o começo da pandemia de Covid-19. Nesta nova fase, explica Rodrigo Cabral, o espaço funcionará de forma compartilhada com o jornal.

O 'casamento' não poderia ser mais adequado, uma vez que o diretor relembra o papel histórico da Folha como veículo apoiador da cultura desde a fundação, em 1990. 

– A Folha sempre defendeu a classe artística em editoriais, em reportagens. Mais do que isso: trouxe os artistas para o debate,  como no fórum Cidade Viva. Produziu durante muito tempo suplementos especiais totalmente dedicados à cultura, como o Caderno e o F+.  Também produziu e ainda produz eventos diversos com músicos locais. A Folha nasceu em berço de poesia. As primeiras edições têm detalhe precioso: quadrinhas de Victorino Carriço, que ia pessoalmente à redação entregar os versos. O livro do grupo Creche na Coxia, lançado pela Sophia Editora, é outro exemplo. Traz muitos recortes com reportagens da Folha sobre espetáculos apresentados na cidade e sobre as demandas do segmento na região. Ou seja, percebemos que um veículo de imprensa também é fazedor de cultura. Este é um espaço para guardar e valorizar a nossa memória: a do jornal, a da editora e a da nossa cidade.

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