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Silvério Pontes e Zé da Velha se apresentam no Santo Samba

Dupla comemora décadas de carreira no Costa Azul, na tarde deste domingo (3)

03 abril 2016 - 12h41

“O chorinho é como a batida do coração no pulsar do cotidiano”. Quem disse isso foi Silvério Pontes, um apaixonado pela música brasileira, devoto do choro canção. Neste domingo, o trompetista dá continuidade a uma turnê que dura 30 anos com o velho companheiro Zé da Velha, que assume o trombone, no Santo Samba, no Costa Azul, às 15h. O Santo Samba acontece no primeiro domingo de cada mês. Os ingressos custam R$ 15 .

– Fomos convidados num evento para tocar samba. Então, tocaremos clássicos como Noel, Cartola, Paulinho da Viola, o primeiro samba, que é o ‘Pelo Telefone’ e fazer um apanhado dos primeiros seis CDs.

A história da dupla começou em 1986 e, desde então, eles dividem o palco. E, no compasso do coração, foi amor à primeira vista. Zé da Velha já apresentava um currículo de encher os olhos, fazendo som com Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, dentre outras lendas.

– Nos conhecemos em 1986. Quem me apresentou ao Zé foi um flautista compositor de samba chamado Cláudio Camunguela. Nessa época, o Zé tocava em São Cristóvão e fomos visitá-lo. Desde então, perseguia um pouco ele (risos). Quando ele tocava, pedia para dar canja.

Pelo telefone, Silvério pensou bastante sobre o que diria hoje para o parceiro de tantas e tantas músicas. Em tom de brincadeira, demonstrou toda admiração.

– Já falei quase tudo o que queria falar para ele. Mas digo que queria casar com ele se fosse mulher – brinca.

O pedido de casamento nunca foi feito, até porque o coração do músico bate em outro compasso, que, segundo ele, nem todo mundo é capaz de aprender.

– O chorinho é como a batida do coração no pulsar do cotidiano. É uma religião, é algo espiritual. Não há meio termo: ou você ama ou odeia. Não é uma música apenas rica em melodia e ritmo, é o primeiro movimento musical genuinamente brasileiro, de extrema beleza. Nem todos podem tocar e entender o que é o choro. Assim como o americano valoriza o jazz, devemos valorizar o chorinho.

A veia de Silvério não carrega apenas o chorinho no caminho até o coração. O sangue carrega o aprendizado com o rei, ou melhor, o mestre do soul.

– Nos anos 1980, conheci o Tim. Fui convidado pelo guitarrista para tocar na Vitória Reggia durante uma reformulação da banda. Não me lembro de uma história específica, mas o Tim era uma figura muito engraçada, muito contraditória. Ele era imprevisível. Estava bem humorado e, logo depois, mudava o humor. Sem contar as polêmicas né? A experiência de estar com um grande cantor como ele foi incrível, pelo que aprendi no palco com um artista experiente. Foi uma escola. O Tim era o mestre da arte que fazia – conta.

*Confira matéria na íntegra na edição deste fim de semana da Folha dos Lagos.