Assine Já
quarta, 23 de junho de 2021
Região dos Lagos
22ºmax
18ºmin
Alerj2
Alerj3
TEMPO REAL Confirmados: 43614 Óbitos: 1679
Confirmados Óbitos
Araruama 10812 339
Armação dos Búzios 5233 57
Arraial do Cabo 1501 83
Cabo Frio 11637 622
Iguaba Grande 4486 107
São Pedro da Aldeia 5916 260
Saquarema 4029 211
Últimas notícias sobre a COVID-19
santo samba

Santo Samba comemora 50 edições em edição especial neste domingo, na Passagem

29 julho 2016 - 21h50
Santo Samba comemora 50 edições em edição especial neste domingo, na Passagem

Seguramente, o samba é uma das formas mais brasileiras de cantar as dores, os amores, as quedas, as alegrias e os reencontros da vida. Amanhã, a partir das 15h, o bairro da Passagem terá oportunidade de testemunhar o retorno de um dos principais projetos culturais da cidade, o Santo Samba, ao seu palco original, a Praça São Benedito.

A volta às origens, após algumas apresentações em locais fechados, acontece em uma ocasião bastante especial, a 50ª edição da roda que, mesmo itinerante nos últimos tempos, manteve o público fiel. Mas é lançando mão dos versos de Chico Buarque, que a idealizadora e espécie de “faz-tudo” do evento, Luciana Branco, fala da emoção de voltar para ‘casa’.

– Tem uns versos de uma música do Chico (‘De Volta ao Samba’), assim: ‘Pensou que eu não vinha mais, pensou, pensou que fosse o meu fim, acenda o refletor, apure o tamborim, aqui é meu lugar, eu vim’. Tomo estes versos para mim. Aliás, para o Santo Samba. Aquele Largo, com aquela igreja, com aquelas árvores, casas e ruas estreitas.Tudo faz tanto sentido que sei que foi conspiração do universo pararmos lá – filosofa a produtora cultural.

O convidado principal da edição histórica é um velho conhecido dos cabofrienses: o cantor e músico Makley Mattos, figura carimbada do Santo Samba e de outras rodas, como o Samba do Trabalhador, no Rio.  Assim como o capixaba, outros artistas já fizeram sua poesia ecoar pelas históricas travessas de casario colonial do bucólico bairro. Isso fora o time fixo que recruta alguns dos melhores músicos da cidade. 

Leia a matéria completa na versão impressa da Folha deste fim de semana ou na área exclusiva para assinantes | Assine agora.

Para ‘atravessar’ o ritmo, apenas as dificuldades de patrocínio e de infraestrutura encontradas nos últimos anos, principalmente após a Prefeitura ter retirado o apoio ao evento. Mas como mostra de vigor e criatividade, o Santo Samba segue se reinventando e, mesmo migrando para ambientes fechados, continuou com seus admiradores. Apesar de reconhecer que o evento foi concebido para acontecer ao ar livre; sem apoio financeiro, a produtora não se arrisca a falar sobre o futuro.

– Sempre acho que a edição do mês que produzo é a última. Minha equipe já não me leva mais a sério (risos). Pensei o Santo Samba na rua. Adoro arte nas ruas. Temos bons exemplos na cidade, como o Bossa na Rua, Se Essa Rua Fosse Minha e o Portinho Boêmio. Mas evento na rua demanda uma estrutura diferente da de lugares fechados. Aí primordiais são as parcerias da gestão pública e empresários da cidade. São poucos os que entendem como o apoio cultural gera propaganda inteligente – pondera. 

Mas os percalços do projeto e a valentia em superá-los são a prova de que o samba, assim como na canção do baluarte mangueirense Nélson Sargento, agoniza mas não morre. Diferente do que se imagina, a produtora olha os tropeços em retrospectiva sem mágoas, tampouco se desarvora quando pensa nas contas a pagar da próxima apresentação. Prefere pensar nas amizades cultivadas e momentos vividos.
– Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi – finaliza, parafraseando Roberto Carlos, cuja ligação com o samba só é lembrada pelo desfile vitorioso da Beija-Flor de Nilópolis, 2011.

Leia a matéria completa na versão impressa da Folha deste fim de semana ou na área exclusiva para assinantes | Assine agora.