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Cultura

‘Sambe Como Uma Mulher’ comanda roda de samba na Passagem

Terceira edição do Nosso Samba contará com a presença de artistas locais

06 junho 2019 - 10h59
‘Sambe Como Uma Mulher’ comanda roda de samba na Passagem

ALEXANDRE FILHO

Em sua 3ª edição em Cabo Frio, o Nosso Samba pretende agitar a Praça Gentil Gomes de Faria, no bairro da Passagem, a partir das 18h deste sábado com uma animada roda de samba comandada somente por mulheres.

O Nosso Samba é um projeto organizado apenas por mulheres, que dominam desde a produção, passando pela roda de samba até a cabine do DJ, buscando dar destaque à representatividade feminina em todos os sentidos e criando um espaço de respeito em que todos possam fazer parte do evento.

– A gente quer poder enaltecer tanto a produção local como esse protagonismo feminino, dando força para as mulheres da música e empreendedoras, para poder ocupar os seus devidos lugares, serem mais empoderadas e terem mais força. Nós vivemos um período complicado na sociedade, e esse incentivo é de fundamental importância para que a gente não perca o espaço que já ocupamos e que continuemos ocupando mais lugares, mostrando que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na roda de samba – disse Karenn Varella, produtora do evento.            

A programação desta edição do evento foi planejada para ser recheada de artistas com repertórios diversificados, sempre com o foco no samba. Além do grupo Sambe Como Uma Mulher, do Rio, que comandará a roda de samba, e da presença da cantora Ana Clara, do Selecta Dimina, trazendo um repertório com muita MPB, samba e musica alternativa, o evento contará com a participação de artistas de Cabo Frio, como a cantora Rafa Fellove e o Tambor de IaIá, do Grupo Griout. Segundo Karenn, o Nosso Samba entende que é de fundamental importância enaltecer as iniciativas de produção local e de mulheres empreendedoras na Região dos Lagos, ocupando espaços com segurança e qualidade.

– É muito importante ter esse intercâmbio de artistas daqui e de fora que movimentam a cena e fazem com que cada vez mais que mulheres da região ocupemos o nosso espaço, para formar uma roda de mulheres percursionistas da região também – declarou.

Por ser um evento completamente organizado e protagonizado por mulheres, muitas pessoas ficam na dúvida se o Nosso Samba é voltado apenas para o público feminino. Porém, Karenn explica que muito mais do que expor a importância do lugar da mulher nesses eventos, é poder passar essa mensagem para todos os tipos de público.

– Às vezes as pessoas pensam que por ser um evento realizado por mulheres, o público alvo são apenas as mulheres, mas não é. O evento é para todos: homens, mulheres, idoso, adultos e jovens. Porque o evento é formatado para ser para toda a família. Nós vimos esse tipo de público nas outras edições e queremos que isso se repita nessa terceira edição, até porque queremos passar a nossa mensagem para todas as pessoas – declarou.