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Sabor, prosa, receitas e muita literatura

Fernanda Carriço publica coletânea de crônicas de abrir o apetite

16 fevereiro 2016 - 09h52

Entre mexidas na panela e apurações de matérias, Fernanda Carriço sempre tempera tudo o que faz com pitadas generosas de amor. E, para unir suas duas paixões, a culinária e o jornalismo, a chefe de reportagem da Folha resolveu publicar um livro de dar água na boca: ‘Sabor & Prosa – As histórias das mi- nhas receitas | As receitas das minhas histórias’ (ed.Sophia). Nesta sopa de letrinhas, o leitor saboreará 38 histórias e aprenderá receitas especialmente preparadas pela chef, com um cardápio bem variado. O lançamento está marcado para o dia 3 de março, na Livraria Nobel, no Shopping Park Lagos, às 20h. 

A capa foi feita pelo diagramador Luis Gurgel, com fotografia de Marcos Homem. O livro percorre as experiências de Fernanda com suas receitas, em histórias que viajam nos diferentes mundos da culinária e literatura. Aliás, a jornalista se aventura na cozinha desde os 10 anos, quando preparou um panetone, guardado até hoje na memória. “Lembro do cheiro do panetone assando até hoje, aliás, esse é um dos aromas prediletos da cozinha: o de bolo no forno”, rememora.

O principal ingrediente para o sucesso na culinária é a coragem. De acordo com a escritora é necessário arriscar para preparar os melhores pratos.

– A principal característica que a pessoa tem que ter é a coragem. Se tiver medo, não vai evoluir nunca na cozinha. Falo medo de inventar, de trocar ingredientes, de criar receitas. Tem que saber o que cada alimento pode te oferecer, respeitar o tempo de cada alimento: colheita e cozimento, além da textura. Cozinha é uma grande alquimia.

O livro é um apanhado do ano de 2014. As crônicas tratam também da vida pessoal da autora.

– Quando Rodrigo Cabral me chamou para fazer um livro, fiquei muito grata, mas ao mesmo tempo insegura. Esse livro tem muito de mim. Não é só sobre cozinha. São crônicas que falam da minha vida, da minha relação com os amigos. Elas acabam mostrando muito de mim. É muito pessoal – confessa a cozinheira.

Fernanda Carriço chegou a largar o jornalismo em busca de uma vida mais tranquila. Mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Ela experimentou uma rotina bem agitada à frente do Bistrô Daha Vinheria  e do restaurante Reserva Daha, em Niterói.

– Foi um período de trabalho. Aprendi muito. Minha vida na cozinha mudou radicalmente após passar por duas cozinhas profissionais. Entendi o que era cozinha de verdade. Lógico que foi uma experiência muito difícil. Saí do jornalismo porque achei a rotina da redação muito frenética e fiz uma péssima escolha. Cozinha é pior do que qualquer redação! – comparou.